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    MIGUEL M. ABRAHÃO - CASOS, CAUSOS E ACASOS


    O QUE ME ABORRECE ULTIMAMENTE...

    Direitos autorais, tanto neste país, como no mundo, graças a INTERNET, virou coisa do passado, não é mesmo?

    Constato isso o tempo todo quando navego! São textos e frases plagiadas de outros autores sem a menor cerimônia e difundidos via Twitter, Facebook, Blogs etc, a perder de vista...

    As pessoas parecem que, atualmente, tentam se mostrar inteligentes ou engraçadas, surrupiando a ideia alheia! Minha avó se utilizava de um ditado popular muito interessante: Fazer sucesso com o chapéu dos outros!

    Quando vejo isso acontecer com textos de autores que conheço, até por hábito a tanto tempo no exercício da profissão de historiador, tento corrigir e dar o crédito a quem merece.

    Mas a recíproca, no meu caso, parece não ser a mesma!

    Porque estou postando isto?

    Óbvio, hululante!

    Eu sou a vítima da vez!

    Estou profundamente irritado por, ultimamente, estar lendo frases originais minhas sendo difundidas, retwittadas, sem qualquer crédito ou, ainda, com variantes daquilo que escrevi.

    As maiores vítimas têm sido trechos de minhas comédias teatrais, principalmente as dos anos 70...  Por exemplo, proliferam as cópias pela rede de uma frase que escrevi em O DESCASAMENTO, comédia de 1977 que virou hit para os engraçadinhos de plantão.

    A frase original, meninos, é essa: Eu não vou sentir ciúmes do meu ex, dona Tontinha, porque desde pequena minha mãe me ensinou que se deve doar os brinquedos usados às meninas mais necessitadas.

    Claro que retiram o nome da personagem - dona Tontinha - quando postam.

    O pior disso tudo é que, agora, muitos têm postado a mesma frase remodelada: 

    Nunca fiques com ciúmes quando vires a(o) tua(teu) EX com outra pessoa... Lembra-te que os nossos pais ensinaram-nos a dar os nossos brinquedos usados para os mais necessitados...

    Acho o cúmulo roubarem - sim, porque é considerado roubo intelectual quando você não credita o nome do autor! - minhas palavras só para se passar por alguém com um talento que, efetivamente, não o tem!

    Muito me admira isso ser feito por jovens cuja média de idade vai de 14 anos aos 35 - uma geração que eu acredito ter competência para criar e não para copiar! - e que poderiam ter sido meus alunos... Triste e decepcionante!

    Só como segundo exemplo, outro texto meu/ vítima, devido ao tom cômico e piadas constantes, é O ÔNIBUS, peça de 1978.

    Não estou em hipótese alguma proibindo de usarem frases ou trechos de meus textos, é certo. Até porque um autor vive e sobrevive daqueles que divulgam suas ideias. Mas, por favor, pelo menos vocês, alunos e ex-alunos - já vi a frase em vários posts do Face - não postem quando não sabem quem é o autor ou, ainda, se o fizerem sem conhecer a autoria, coloquem a observação AUTOR DESCONHECIDO. Vocês não imaginam como é frustrante para mim ver frases, muitas até nem interessantes que eu escrevi, postadas como se fossem de outrem.

    Não é ético e isso tem acontecido direto!

    Ainda bem que, por outro lado, para compensar, existem pessoas honestas e sérias utilizando-se de frases escritas por mim, fazendo constar a minha autoria, como é o caso deste blog de jornalista sério: http://noticiasdoalmeida.blogspot.com/2011/08/o-trem-fantasma.html.

    Espero que entendam esse meu desabafo e que ajudem a impor a ética e o respeito a propriedade, afinal, passei  minha vida toda ensinando-lhes isso e é esse padrão ético que almejo para todos aqueles que foram e são meus alunos.

     

    Beijos e abraços.

     

     



    Escrito por MIGUEL às 04h17
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    CRÔNICAS DO TWITTER ESPECIAL, A PEDIDOS...

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twitters postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Miguel, meu xará ...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWITTER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

      Abismado O APOCALÍPTICO  DO TWITTER.

     

     Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (VAI FLAMENGO!!!!!!!!)

     

    Atores convidados: Miguel e pai.

     

    ¬ É fundamental que a Dilma e a Cristina levem posição alternativa à reunião do G-20 em novembro, para diferenciar-nos claramente dos outros.

    Assim dizia o pai sociólogo ao apreensivo Miguel, que, apesar da juventude mostrava-se extremamente preocupado com a informação que detinha e que poderia mudar o futuro da humanidade.

    Sim, porque esse nosso Miguel, meu xará, era uma pessoa antenada com as questões sociológicas importantes que afetam os bilhões de seres do planeta. E, ético, questionava a si próprio se deveria revelar a todos o que somente ele sabia.

    ¬ Pela sua profundidade e pela sua extensão no tempo, esta crise capitalista se revela única, revelando como a hegemonia financeira é fatal. – insistia o erudito homem, pesaroso.

    ¬ É o fim, acabou, é isso aí. – Miguel arrematou para si em voz baixa. ¬ Cena mais emblemática da história de todo o cinema de toda a história do mundo todo de todos os tempos.

    O sociólogo, paternal como convém aos pais, afagou os cabelos de nosso herói expressando, assim, sua impotência diante dos fatos também. Mal sabia ele que Miguel tinha a resposta, a terrível resposta para suas inquietações em comum.

    Após, afastou-se de Miguel. Passos lentos e nada convictos...

    ¬ Sacundim sacundém imboró congá dombim dombém agouê oba! – Miguel explodiu em cólera. Era intolerável saber e manter o segredo só para si. Era intolerável , para ele, questionar-se se deveria partilhar ou não... Nem mesmo seu pai poderia saber. O segredo lhe traria uma grande dor...

    Contudo, assim que o pai se afastou, Miguel, desatinado e se vendo sozinho, expressou outros paradigmas do mundo contemporâneo, questionando-se como um Hamlet moderno:

    ¬ Como, por Deus, em tempos de Harry Potter, há quem goste de Crepúsculo?

    Resolveu, depois de segundos de inquietação e sofrimento íntimo, que tinha o dever de partilhar! Não podia ser egoísta e deixar de revelar ao mundo o que sabia... 

    Decidido, sentou-se no PC depois de muitos dias sem usá-lo e conectou-se com seu Twitter.

    ¬ Twitter, desculpa, eu te critiquei tão arduamente nos últimos dias, esqueci o quão companheiro você pode ser. – pediu perdão, fazendo autocrítica.

    Miguel pediu perdão, indagariam vocês? Sim, perdão! Faço uma pausa para uma revelação inédita aos leitores que partilham essa angustiante crônica: durante aqueles dias de dúvidas, Miguel chegou a criticar a rede social que, por anos a fio, lhe fizera companhia...

    Agora, já reconciliado, postou a frase enigmática que prenunciava sua revelação:

    ¬ Hoje nada me tira da frente da TV entre 21h00 e 22h30.

    Em segundos, Miguel fez novo post, desta vez gritando em desespero:

    ¬ PAREM DE FAZER O QUE QUER QUE VOCÊS ESTEJAM FAZENDO.

    Logo os amigos começaram a perguntar o que estava acontecendo. Conhecendo Miguel como conheciam queriam saber o que esse messias iria lhes revelar. E eram posts cada um mais ansioso que o outro. Alguns muito conscientes; outros, nem tanto...

    ¬ É jogo do Flamengo? – arriscou um dos interlocutores.

    ¬ Acho muita mongolisse ficar mandando indireta no twitter. – respondeu Miguel com desgosto diante da mensagem aparentemente irônica.

    Os amigos continuaram insistindo. Queriam saber o que ele queria lhes revelar, o que haveria de especial na TV, em qual canal e assim por diante...

    ¬ Amo mesmo, da maneira mais profunda que se pode amar. – postou Miguel fazendo crescer o suspense em torno do grande acontecimento que preconizava e já preparando as almas dos angustiados seguidores.

    ¬ Te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te amo, te odeio, te amo te amo te amo. – Miguel teclava freneticamente procurando forças para postar o que tinha que contar. ¬ Não vou conseguir esperar.

    Novas e novas perguntas, mais e mais companheiros apreensivos por respostas...

    Miguel entrou em pânico. Discutiu consigo mesmo se deveria ou não revelar a todos. Indagou-se se não seria mais correto eles, companheiros de infortúnio, esperarem pelo que estaria por vir no horário das 21h00 da TV...

    Se já era difícil para Miguel conhecer aquela hedionda verdade, seria justo angustiar os milhares de amigos que tinha com a resposta inexorável?

    Em prantos desligou o computador. Não tinha forças... Não teve forças! Não para contar aos milhares de seguidores e discípulos...

    Mas o segredo precisava ser revelado de alguma maneira! Senão ele morreria, pois já não aguentava mais reter apenas para si aquela sofrida verdade...!

    Num ímpeto, correu então até a janela de seu apartamento. Respirou fundo, concentrou-se para não desistir outra vez e, gritando para todos que passavam na rua despreocupados, revelou aquela coisa inominável:

    ¬ Foi o Neco! Foi o Neco!  Mas fiquei mais bolado quando Fred Weasley morreu...

    Assim, já aliviado por revelar o que guardara para si nos últimos dias, Miguel recolheu-se tranquilo ao seu leito, ainda divagando:

    ¬ O sono... ahh o sono... que coisa boa é o sono...

     

    Pano rápido!

     

    No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   ????????? 

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     



    Escrito por MIGUEL às 20h37
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    UM TEXTO CARINHOSO...

    Sei que não tenho escrito para este Blog já há algum tempo. Mas é final de semestre, provas e provas, livros e filmes - claro, não sou de ferro! - revisão de romances antigos e... livro inédito a vista! Sim, ao contrário do que disseram alguns detratores positivos, EU AINDA ESTOU ESCREVENDO TEXTOS NOVOS, CLARO! Também sei que, nas últimas postagens, ao invés de um CAUSO, tenho transcrito textos de outros autores. Mas são escritos de ex-alunos, queridos alunos, ESCRITOS COM PAIXÃO... Tá, vocês irão dizer que quase todos falam sobre mim. Isso pode até parecer pedante de minha parte. Mas, no fundo, criei esse Blog para compartilhar histórias sobre minhas relações com meus alunos e isso inclui o que eles ainda pensam de mim. Essa é que é a verdade... E, para não perder o costume, posto a mensagem - com a devida autorização, naturalmente! - que a Vivi, uma ex-aluna sobre a qual já comentei em um causo anterior, hoje jovem vovó, me escreveu. E não foi sobre o A ESCOLA, não... Fiquem tranquilos! Foi sobre A PELE DO OGRO. Podem estar certos de que não se trata de merchandising, pois o texto está esgotado há mais de dez anos e somente, até onde eu saiba, ele é encontrado apenas em sebos. Transcrevo, porque gostei do carinho dela, de alguém que foi minha aluna em 1982. Gostaria de compartilhar. Abaixo, as doces e gentis palavras da Vivi, por sinal uma escritora enrustida que um dia desabrochará:

    -- Miguel... acabei de ler a alguns minutos ....

    E se eu te disser que o A PELE DO OGRO, é o livro mais impressionante que já  li....
    Olha já estou me achando ridícula de tão repetitiva, mas como não o parabenizar por uma obra tão bem escrita?

    Uma trama bem amarrada, leitura absolutamente gostosa, uma viagem no tempo, na história, e na mitologia celta... tudo detalhado com muita precisão ... Que delícia!!!!
    Sua narrativa quase cinematográfica, nos coloca dentro da trama, com um pano de fundo brilhante. Os personagens são apaixonantes, misturados com os da história real então,.. tomaram uma dimensão fantástica no contexto. Os assuntos, ah... esses são atemporais, fonte de juventude, poder, sedução, amor, ódio...

    Impressionante esse seu poder de envolver o leitor, a cada linha que escreve, sem deixar transparecer absolutamente nada sobre o destino que dará a cada um de seus personagens dentro da trama, estou estarrecida (como se eu, fosse a Lívia... rsrsrsrs ) mais muito,muito orgulhosa de você meu amigo.

    Acho que agora só te chamando de:

    ILMO SR. DR. TALENTO!!!!!!

    Um bj grande, agora vou começar o A escola, to louca pra reencontrar a Suzy... bjão.

    Beijos e abraços

     



    Escrito por MIGUEL às 01h44
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    A MELHOR HOMENAGEM NESTE ANO

    Não poderia deixar de republicar em meu Blog esse texto de uma ex-aluna minha o qual, sinceramente, considero a melhor homenagem que recebi este ano. Muito maior que a homenagem que me foi feita pelo Lions Club do Rio de Janeiro em 12 de maio onde fui agraciado com o prêmio de destaque na área de  Educação do ano passado. Leiam e digam se não é motivo para me emocionar. Mais uma vez, obrigado, Maria. Abaixo, posto o texto na íntegra:

    É incrível. Fui pesquisar sobre um ator americano e navegando pelo mais famoso buscador da internet, o Google, pude notar a inúmera quantidade de sites e textos e imagens em sua homenagem, de fãs que muitas vezes se declaram apaixonadas ou até mesmo o consideram seu ídolo. Aquilo só me fez rir. Afinal, o que é um ídolo?
    Muitas pessoas, quando lhes é perguntado quem é seu ídolo, respondem que são os pais, porém quando reformulamos a pergunta e pedimos alguém que não seja seu pai ou sua mãe, o indivíduo, na maior parte das vezes, responde sendo alguém com uma fama internacional, no qual todos - ou pelo menos a maioria - conhecem.
    Mas, se me fosse feita a pergunta sobre quem é meu ídolo além de meus pais, quem é essa "terceira pessoa" na qual me inspiro, eu sei qual seria minha resposta.
    Nono ano - antiga oitava série -, primeiro dia de aula, tempo de história. Eis que me aparece na porta uma figura de porte mediano, vestindo uma camiseta jovial, de calça jeans e tênis preto. Ele anda até a mesa do professor, se senta, coloca a garrafinha branca que eu deduzira que era de água, e abre a pauta em cima da mesa. Após a chamada dos nomes, ele se levanta, vem para frente da mesa do professor e apoia uma perna ali. O nome desse professor? Miguel. Miguel Abrahão. Ele não tinha um semblante sério, e ali, começou a listar os tópicos importantes para o ano.
    Eu tenho certeza que nunca me esquecerei dele, de suas estórias e histórias, de tudo que ele compartilhara conosco, de suas aulas sempre tão cheias de curiosidades. Eu sentia como se nunca estivesse aprendendo história de verdade, porque a aula dele era muito mais do que apenas história, fazíamos um passeio também pela vida.
    Também tenho certeza que não vou esquecer de, ao fim da aula - geralmente as aulas dele eram antes do recreio ou no último horário - eu esperar ele e descer as escadas ouvindo estórias desse mestre excepcional. Além de professor, era também escritor, ator, amigo, pai, conselheiro, piadista, filósofo, dançarino - uma vez, querendo nos mostrar como era uma dança, lembro-me do mesmo cantando e batendo palmas no meio da sala, enquanto dançava animadamente -, cantor, mestre, e alguém que sabia muito sobre a vida e que tinha e ainda tem muito a ensinar.
    Atualmente, o Miguel não é mais meu professor, porém eu sinto como se ainda fosse, como se eu ainda estivesse na aula dele, ainda consigo ouvir sua voz rouca e animada ecoando entre as quatro paredes da sala. Não vou me esquecer de tudo que ele nos ensinou sobre a vida.
    Então, quando me perguntarem quem é meu ídolo, irei responder que é esse professor maravilhoso que tive, alguém que vale a pena um site, homenagens e este simples texto no qual expresso minha gratidão e carinho a ele.
    Obrigada por tudo mais uma vez Miguel, pelo carinho, pelas aulas, pelas lições que eu sempre lembrarei e que serão úteis no futuro.
    Um beijo carinhoso (e os abraços de hoje vão apenas para você),
    A autora.

     

    Beijos e abraços

     

    O texto encontra-se em

    http://umuniversoalternativo.blogspot.com/



    Escrito por MIGUEL às 23h45
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    O BONDE DO TEMPO

    O ano de 1978 foi um ano bastante produtivo, lembro-me bem. Em 365 dias consegui proezas hoje inimagináveis:  fiz teatro, televisão, namorei, vi várias peças minhas sendo encenadas por atores de renome e, claro, escrevi muito. Boa parte da minha obra teatral, principalmente comédias, data desse ano. Acredito que tenha sido um período feliz e despreocupado de minha vida, pois tive tempo suficiente para rir e fazer os outros rirem comigo. Por isso, revendo dias atrás meu baú referente ao ano especificado acima, reli minha peça musical - a única que escrevi no gênero até agora! - DISCOTECA. Até no título dessa obra, remeto-me aos anos 70, não é mesmo...? Fazia muito tempo que não a lia, apesar do livro estar sempre ali, em minha estante, implorando para que eu o relesse. Lembro-me que a escrevi para atores e atrizes escalados previamente por mim... Não digo que tenha sido uma peça sob encomenda, mas eu redigi esse texto pensando em quem seriam minhas personagens: os amigos e amigas de faculdade e teatro. Até tentamos montá-la na ocasião, mas um musical sem recursos nos anos 70 era vanguarda demais mesmo para a época. E DISCOTECA permanece inexoravelmente inédita...

    Relendo hoje, aos cinquoenta anos, algo que escrevi aos dezessete, concluí ser lamentável a sua não encenação. O texto não me parece nem um pouco datado. Ao contrário! E garanto para vocês que não tive vontade alguma, -  como é meu hábito quando me releio! -, de mudar nem uma vírgula. Para ser sincero comigo mesmo, o que mais me seduziu nesse meu reencontro com a peça e seus personagens foram as letras que escrevi especialmente para incluir neste musical. Não sei se hoje, apesar de toda vivência acumulada, seria capaz de recriá-las com tanto sentimento, expressão pura de uma juventude que o bonde do tempo levou. Abaixo, posto três dessas composições  para que apreciem comigo um pouco de meu pensamento adolescente nas vozes das perosnagens Gisa ( que seria interpretada por minha amiga, Zetinha), Adelaide (personagem de minha amiga Guiomar) e Cici ( a protagonista, que seria vivida por minha amiga Eliana), respectivamente: .

     Eis o meu inconformismo:
    Amo sem ser amada!
    Amo-o com muito egoísmo...
    Amar, redundância falhada.

    Nunca fomos, bem sei, um casal...
    Nunca fomos, nem mesmo um caso...
    Eu fui secretamente sua e você meu mal,
    pedaços de um joguete do acaso.

    Eis o meu inconformismo:
    Amo sem ser amada!
    Amo-o com muito egoísmo...
    Amar, redundância falhada.

    Fui muito além da paixão,
    Fui muito além de uma simples amante,
    Cheguei a ter ilusão
    de que seria só meu, estava confiante.

    Eis o meu inconformismo:
    Amo sem ser amada!
    Amo-o com muito egoísmo...
    Amar, redundância falhada.

    Sou um pedaço de você.
    Não tenho passado, nem presente!
    Não interessa o que o futuro possa me oferecer
    O que importa é o meu amor, inconsequente. ...

    Eis o meu inconformismo:
    Amo sem ser amada!
    Amo-o com muito egoísmo...
    Amar, redundância falhada.

    Perdi você meu amor!
    Eis o meu inconformismo, é verdade...
    Só me restam dor e dor
    em vê-lo aos pés de Adelaide.

    ***

    O importante é o que virá.
    Agitando minha alma peregrina.
    E me pergunto, como ficará
    aquele a quem a vida ensina?

    Minha alma adormeceu cansada.
    Acordou esvaziada...
    Acreditou-se enganada...
    Não sei se sou feliz ou sou um nada.

    O importante é o que virá.
    Reencontros, novos amores...
    O que em minha vida entrará?
    Alegrias ou dissabores?

    Serei eu resistente
    ao que o destino me reserva?
    Ou serei de novo inconsequente
    que nem o amor conserva?
    O importante é o que virá.
    Os falsos amores, os falsos amigos...
    Não, falsidade não mais entrará...
    Descarto os sofrimentos antigos.

    Serei uma guerreira que resiste?
    O sucesso apenas bastará?
    O destino outra vez insiste
    em deixar-me a Deus dará...

    O importante é o que virá.
    Sou uma heroína, venço qualquer batalha.
    A vida me cobrará,
    se tudo o que fiz foi bandalha.

    Durante anos, este foi meu mundo.
    Vivi, sofri muita altercação.
    Sei que chorei, cheguei ao fundo...
    Desci até o submundo,
    mas fui feliz no Rotação.

    O importante é o que virá.
    É nisso que pensarei agora.
    O amanhã, é esperar...
    Vamos viver a nossa hora.

    ***

     

    Foi um sonho e é só

    que acalentei nestes anos.

    E que se desfez como pó,

    destruindo todos os meus planos.

     

    Agora nada mais me resta

    a não ser o esquecimento.

    A vida hoje em dia me empresta

    dor, fardo e aborrecimento.

     

    Este é meu ato final!

    Despeço-me de vez, se assim preferem...

    Meu momento, agora, é triunfal...

    Vou lhes dar o que querem.

     

    Dizem que sou exibicionista,

    mas o show não pode parar.

    Quanto mais for sensacionalista,

    mais audiência eu vou dar.

     

    Aqui, em lágrimas imprevisíveis,

    alegrá-los-ei com o fim de minha história.

    Vocês terão os momentos inesquecíveis

    Que permanecerão eternamente na memória.

     

    Já lhes dei muita alegria,

    já tiveram o meu talento.

    Só o meu sangue, agora poderia

    finalizar minha história a contento.

     

    A vocês, meu último ato!

    Entrego-lhes minha vida com amor...

    Partirei para sempre, é fato!

    Sucesso a todos e um beijo, sem rancor.

     

     

    Beijos e abraços



    Escrito por MIGUEL às 01h02
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    É TEATRO SIM, APESAR DE NÃO SER TRADICIONAL!

    De início, posso dizer que não fui favorável a ideia!

    ¬ Teatro de improviso não é teatro! – disse eu ao Zé Mario e a outros alunos que insistiam com aquele tipo de espetáculo. ¬ Teatro requer texto!

    Mas não me deram ouvido e prosseguiram em frente. No ano de 2010, fizeram duas apresentações de seu INESPETACULAR e... sucesso! O público gostou dessa empreitada pouco difundida no Brasil. De lá para cá, meus jovens atores - Zé Mário soube escolher a dedo e posso afirmar que são os melhores que tive ou tenho no Grupo C.A.S.A.! – já romperam as barreiras dos muros do colégio e hoje se oferecem, com um humor jovem, novo, inteligente para as mais diversas plateias do Rio de Janeiro. Este ano, com o sucesso de público no Bar do Tom, eles retornam ao mesmo endereço para mais uma vitória, certamente. Fico orgulhoso vendo meus pupilos caminharem por eles próprios, produzindo, criando, encenando e batalhando pela arte num país tão indiferente a cultura como o nosso.

    São atores, no sentido mais amplo da palavra, com domínio de time e técnica de humor. Alguns já concluíram sua formação teatral e, por isso, pouco os vejo. Mais foi gratificante quando Boisson, João e Armando – este ainda não faz parte da trupe do Inespetacular!- deram um show na Livraria da Travessa durante o relançamento de meu romance A Escola: onde está um, estão todos, reproduzindo uma cena dos três jovens protagonistas da obra: Pedro, Juarez e Nilo. Perfeitos!

    Bem, ainda posso achar que improviso não é teatro, mas o que esses meninos fazem no palco com o Inespetacular, sem dúvida é atuar sim e com memoráveis desempenhos.

    Para quem quiser conhecer o trabalho desses garotos, clique no site que posto abaixo.

    http://www.inespetacular.com.br/#!

     

    Beijos e abraços

     

     

     

     



    Escrito por MIGUEL às 23h41
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    DOCES RECORDAÇÕES: VIVIANE E FERNANDA

    Duas ex-alunas especiais: Viviane e Fernanda. Anos 80... A primeira, já no Ensino Médio. A outra, na sexta série!

    Anos depois, via Internet, reencontro as duas! Ambas com filhos grandes, sendo a primeira – pasmem – já vovó! Ambas com o dom da palavra! Ambas, mulheres, maduras, mães, realizando mudanças e enchendo o mundo de alegria...

     

    Começo a rememorar pela Vivi. Morena, delicada, terna, a garota dos olhos vivazes... Sempre atenta as minhas aulas, principalmente as de História do Teatro - disciplina, esta, que fazia parte da grade oficial do Colégio em que ambas estudavam. Imaginava, quando a via tão absorta, que a arte seria o seu dom. Não errei! Minha bola de cristal histórica estava certa! Vivi enveredou para o Balé Clássico e hoje, jovem vovó, para a dança flamenca.

     

    E Fernandinha? O que dizer dela? Morena também, carinhosa, sempre procurando o porquê nas e das coisas, constantemente indignada com a miséria e com as falcatruas dos meandros políticos... Pronto! Irá enveredar para o lado humanitário e, com certeza político, profetizei! Dito e feito! A bola de cristal histórica nunca falha... ainda mais para mim, que, como sempre lhes disse, nasci há dez mil anos atrás! Posso não morrer de amores por FHC como ela, mas admiro a lealdade dela por esse político.

     

    Mas deixo minhas duas meninas falarem por elas mesmas e, assim, divido com vocês um pouco da doçura e encantamento de duas princesinhas inesquecíveis:

     

    FERNANDA

     

    Miguel! Você nem imagina tanto que já aconteceu àquela menina de 12 anos que assistia suas aulas com tanta admiração e adoração...

    Agora eu trabalho com Política, estou na Secretaria de Governo...

    Tenho 3 filhos... dois meninos e uma menina... lindos, inteligentes, super companheiros... (mãe coruja rsrsrs)

    Sou filiada ao (...), onde mais coloco em pratica tudo que aprendi com você... Tem um material que montei para formação política que é na verdade EMC misturada com OSPB de forma mais interativa e modernizada... sabe, minha maior bandeira é a conscientização da população... Sabe aquele texto do Brecht "o analfabeto político”? Então... vai dizer que não é a mais pura realidade???? As pessoas dizem que não querem saber de política, mas votam e ai escolhem os Tiriricas da vida (pra não dizer outros até piores), não entendem que tudo que diz respeito à vida deles depende da política... Afinal, são os políticos que decidem o valor do salário, o tipo de escolas, a segurança a que temos direito etc etc etc... então minha luta, minha maior luta é pra conscientizar a população...em especial os jovens...a Juventude é capaz de iniciar grandes mudanças...eu costumo dizer que a juventude ainda não está absorvida pelo sistema... o sistema que passa a ditar regras invisíveis...

    Mas... é tanto que tem pra falar... Você não faz ideia de tudo que já vivi... 10 anos a mil que 1000 anos a dez...rsrsrs

    Gosto de escrever... agora escrevo poesias e arrisco alguns contos... nada publicado....escrevo pra mim, por enquanto... Por quê? Sei lá... Nunca pensei sobre isso, escrevo porque me dá vontade... porque no papel as palavras vem mais fácil, porque os pensamentos que voam longe no papel se organizam e fazem sentido...

     

    VIVIANE

     

    Miguel, claro que me lembro de absolutamente tudo, até do seu caminhar até a mesa do professor, a forma segura como conduzia as aulas ( isso me fascinava ), a peça que não chegou acontecer, enfim tudo, tudo, cada detalhe, e não era só eu a aluna interessada, tinha ali um professor competente, dedicado, sabia do que estava falando, aulas deliciosas, jamais esquecerei. Ótimos tempos, delícia relembrar dividindo isso com você.

    Quanto a minha vida, algumas novidades, me formei em pedagogia com habilitação em deficiência mental, exerci alguns anos e depois parei, resolvi cuidar dos filhos. Hoje tenho dois filhos: a menina de 24 anos e um menino de 19 anos, e agora pasme... tenho um neto de 1 ano, a maior emoção da minha vida. E agora com filhos praticamente criados, voltei as aulas de dança, hoje estudo flamenco, faço parte de uma companhia de dança flamenca. Para o ballet clássico não dava mais, então fui ao encontro das minhas raízes, e te confesso me divirto muito, e o frio na barriga cada vez que vou pro palco, DEMAIS!!!!! ADORO!!!!

    Muito obrigada pelo "rostinho daquela boa época", mas são seus olhos Miguel....

    Mas posso lhe assegurar que tempo foi generoso com você, Você não mudou nada...

    Beijão Miguel, saudades...

     

    Por meio delas, faço uma homenagem a todas as outras princesinhas que passaram ou ainda estão passando pela minha vida de educador. Como só tive filhos homens, não posso negar que tenho por vocês todas o carinho de pai e amigo. QUE BOM QUE VOCÊS EXISTEM!

    Beijos e abraços

     

     



    Escrito por MIGUEL às 01h35
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    FINALMENTE, BOLÍVAR BUENO RENDEU-SE AO TWITTER

    Hoje abro um pequeno espaço em meu Blog para lhes falar sobre o fantástico Hotsite criado pela minha editora de A Escola - a consagrada Editora Vieira e Lent, dirigida pela pessoa mais delicada, sofisticada e agradável que conheci no mercado editorial: Cilene Vieira -  que é a detentora dos direitos da obra, para minha tranquilidade e orgulho, pelos próximos quatro  anos.

    Neste site, os comentários sobre o livro, a pré-visualização dos primeiros capítulos, as imagens de Vargas e sua época, dão ao romance a aura de obra acadêmica e popular que sempre desejei. Fiquei satisfeito com o trabalho do Rafhael Vidal, um mestre nas  artes visuais e na informática.

    Aluninhos  e ex-aluninhos: confiram o que falo pelo endereço  http://vieiralent.com.br/aescola  e, claro, divulguem.

    Ah, a novidade maior! Finalmente o professor Bolívar Bueno rendeu-se ao Twitter. Ele finalmente concordou  em postar  suas ideias e concepções, polêmicas ou não, redivivo. Espero que o sigam para mantermos viva a sua imagem, discordando ou concordando, acerca da visão de mundo que ele nos apresenta e de sua interpretação para os fatos da época em que viveu.  Para isso é só acessar:
    http://twitter.com/bolivarbueno

    Beijos e abraços

    E vamos ver o que Mestre Bueno ainda tem a nos dizer...

    Em primeira mão, a capa do romance só para vocês:



    Escrito por MIGUEL às 17h10
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    EM MAIS UMA FOGUEIRA DE VAIDADES E VELEIDADES...

    Claro que não leio blogs de autores de TV! Já o fiz uma ou outra vez por curiosidade. Mas também não tenho nada contra! Eles estão a fazer o trabalho deles. Vivem da e na mídia...! Acontece que, nesses blogs e sites, não sinto nos textos postados um reflexo da realidade do país. Dão-me a impressão de que todos criam um personagem sobre si mesmos e o repetem a exaustão, na maioria das vezes, -  e com razão! – para divulgar o próprio trabalho televisivo. Também, em suas postagens, vemos os queixumes de sempre:

    . Escrever telenovelas é um trabalho hercúleo!

    . É a última novela que escrevo.

    . Gostaria de me dedicar às minisséries...

    E assim por diante! Isso quando não alfinetam uns aos outros...

    E os comentários dos leitores, então? Esses são - quase uma unanimidade! - sofríveis! Elogios, pedidos para participar de suas novelas (será que esses atores nunca vão compreender que nenhum autor os chamará mesmo diante da história mais triste que contem ou dos elogios mais infames que façam?), fórum de debates que, na maioria das vezes, não são debates e sim críticas infundadas e pessoais...

    Contudo, quinta-feira, uma aluna atenta a essas amenidades, alertou-me, entusiasmada:

    ¬ Miguel, falaram de você no Blog do Aguinaldo Silva! E foram várias postagens...

    Em seguida, explicou-me que fui envolvido, juntamente com outros, em uma polêmica! A comentarista teria citado autores brasileiros de sua preferência e perguntado o que o novelista achava deles. O referido escritor teria, então, respondido em outra postagem que “não achava nenhum deles genial. Que seriam bons mais não geniais como Roberto Bõlano” - Não, crianças! Bõlano não é o Chaves! É um autor de origem chilena, já falecido... O Chaves se chama Roberto Bõlanos. A diferença entre um e outro é o S final...

    As observações da garota me deixaram intrigado...

    Assim, num trabalho hercúleo, acessei o site do novelista e pesquisei, comentário por comentário, os textos de que a aluna falara. Vocês não acreditam o sacrifício que foi ler aqueles comentários. Santo Deus! Pobre Aguinaldo! Só por ser obrigado a ler a maioria das postagens, acho que merece o salário, luxo e conforto em que vive. Bem, não descobri “os textos” – talvez devesse ter pesquisado em tudo. Sinceramente, minha paciência não me permitiu! Com tão pouco entusiasmo para prosseguir nas leituras, só achei o texto sobre o Bolãno, o comentário do Silva e um único texto sobre mim, o qual posto abaixo:

     

     

    Julia escreveu em 29-03-2011

     

    Achei interessante a sua postagem sobre o Bolãnos. Já li algumas coisas dele, mas não este especificamente! Agora, o que me chamou mais a atenção foi o seu post sobre o Concurso de Roteiros. Em primeiro lugar só posso elogiar a sua atitude. Propor-se a esse concurso sem recursos públicos e do próprio bolso! Isso é genial! Só me faz admirá-lo mais como jornalista e ser humano. Todavia, na mesma postagem você ressalta a necessidade do roteiro trazer um episódio da História do Brasil (o que mais uma vez faz com que me encha de orgulho por você existir e viver nesse país) e não abre espaço para mencionar, pelo menos, um dos autores que citei na lista. Falo do Miguel M. Abrahão e de seu romance A Escola. Nele, esse autor reescreve a ditadura de Vargas, as divergências e vicissitudes crueis dos grupos ideológicos da época (comunistas e integralistas), reconstrói a história dos anos 30 com uma precisão que eu nunca vi antes em livros que tem a história do Brasil como pano de fundo. No referido romance, os personagens e a educação brasileira é que são o pano de fundo da ficção e não a história. Ele não toma licença poética e escreve com desenvoltura uma obra-prima onde, em citação do próprio livro, nos mostra que “são burgueses que formam burgueses e deixam os filhos de operários tais quais os pais”. Gostaria de falar também do Alberto Mussa e seu O Enigma de Qaf que gosto muito. Mas ele não reflete a brasilidade que você se propõe com esse concurso. Desculpe, mas não acredito que tenha lido esse livro do Miguel pois, certamente, teria outra opinião. Não me leve a mal. Não quero polemizar. Mas fico triste quando vejo você, um autor que merece os elogios que recebe não dar crédito a autores brasileiros tão bons ou até melhores que vários estrangeiros cujo grande mérito é escreverem em línguas mais universais que o português. Beijos sempre.

     

    Diante disso, estou bastante confuso, crianças! Não sei se fico lisonjeado pelos comentários da moça (senhora? - não sei...) Julia ou se fico constrangido por ter meu nome citado em meio a uma fogueira de vaidades e veleidades... E agora, José?

    Pano rápido!

     

    Beijos e abraços

     

    PS. Se vocês tiverem paciência para procurar as tais outras postagens e fizessem a gentileza de me enviar, eu agradeceria... Eu não tive!

     

     



    Escrito por MIGUEL às 17h27
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    O LADO BOM E O LADO RUIM DA QUESTÃO!

    Às vezes me esqueço de que vivo no Brasil! Principalmente num Brasil que discute, atualmente e de maneira efusiva, a questão dos Direitos Autorais...

    Na condição de escritor de dramaturgia, tenho legalmente como responsável pela fiscalização das encenações de minhas obras um organismo conhecido pela sigla SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais). O problema é que, muitas vezes, fico sabendo a respeito das montagens de textos meus por todo o país (sejam amadoras ou profissionais) pela boca de outras pessoas. Na maioria das vezes, os produtores jamais pediram autorização para fazê-lo nem diretamente para mim, o autor, nem ao meu representante legal, a SBAT. Concordo que, quando não há divulgação pela imprensa local para a apresentação do espetáculo, não cabe a entidade que me representa fiscalizar. Mas, muitas vezes, a peça é montada com alarde e, em absoluto, vejo a SBAT agir como deveria para que os direitos sejam preservados.

    Mas porque estou postando isso?

    Bem, hoje, navegando pela internet, encontrei, on-line, uma matéria do Diário de Cuiabá, anunciando a montagem de um texto meu – O Dinheiro, por sinal, a vítima favorita de encenações clandestinas! - que desconhecia.

     

    Reproduzo, então, abaixo, a notícia do referido jornal datado de 12/07/ 01:

     

    Jovens atores se mobilizam e encenam peça para arrecadar fundos

     

    Da Reportagem

     

    A peça “O Dinheiro”, do escritor Miguel M. Abraão (SIC), adaptada por Alberto Arruda, é o mais novo espetáculo do grupo de teatro do colégio Liceu Cuiabano, que reúne estudantes do 3° ano do Ensino Fundamental.

    As apresentações serão feitas nos dias 13 e 14 de outubro no Anfiteatro da escola.
    A peça é uma comédia de costumes e mostra os desenlaces de uma família. Existe uma herança e um herdeiro que ninguém sabe ao certo de quem se trata. Para herdar a fortuna é preciso, porém, seguir meticulosamente as condições exigidas pelo parente rico. O herdeiro precisa residir numa casa que se localiza em um pântano, a missão que não é muito fácil cumprir pois no local acontecem diversos assassinatos para eliminar possíveis herdeiros. No final vai restar apenas a criminosa e o homem que ela mais ama: o herdeiro. O mistério é descobrir com quem fica o dinheiro.

    A montagem deste espetáculo é uma forma dos jovens artistas estarem auxiliando Alberto Arruda, de 17 que adaptou a mesma, e sofre de anemia falciforme desde os oito meses de idade. A intenção do grupo é comprar um aparelho que auxilie o tratamento de Alberto.

    Os interessados em ajudar podem entrar em contato com Solange pelo telefone: (XXXXX)

     

    Quem quiser ler o texto original, acessar:

     

    http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:LnfMjkCFjjwJ:www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php%3Fcod%3D59868%26edicao%3D10002%26anterior%3D1+fui+aluno+de+miguel+m.+abrah%C3%A3o&cd=30&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&source=www.google.com.br

     

     

    Claro que, neste caso, se soubesse, não só autorizaria a encenação, como faria campanha para o sucesso do espetáculo, pois jamais permitiria cobrança de direitos autorais sobre meus textos quando se trata de espetáculos com fins educativos, filantrópicos ou humanitários.

     

    Se, por um lado, fiquei muito feliz ao saber que, mesmo indiretamente, pude ajudar outras pessoas – se alguém souber de notícias do Alberto Arruda, me manda! Fiquei muito curioso e preocupado com esse jovem que, hoje, deverá estar com 27 anos...  - por outro, pergunto ao MinC de que serve essa discussão sobre mudanças na legislação dos direitos autorais se não há organismos sérios capazes de fiscalizar e garantir a preservação e integridade dos mesmos?

     

    Ai, meu Brasil brasileiro...

     

    Pano rápido!

     

    Beijos e abraços

     



    Escrito por MIGUEL às 23h08
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    PASSAR PELA VIDA É SEMEAR FRUTOS!

    Alguns alunos insistem em me comparar ao personagem Bolívar Bueno de meu romance A Escola. Talvez pelo fato dele, como eu, sermos professores de História. Contudo, afirmo para vocês que não coloco nenhum traço de minha personalidade no referido protagonista desse romance. Escrevi essa obra aos 20 anos e ainda era muito idealista, é certo. Mas sempre fui contrário a manipulação de ideias e propagação de vertentes políticas em minhas aulas. Nesses anos todos dedicados ao magistério, em momento algum meus alunos conheceram minhas preferências eleitorais ou ideológicas. Procuro ser honesto comigo e com eles, repassando, sim, fatos e conhecimentos históricos. Eles até tentam saber em quem voto ou deixo de votar nos anos eleitorais, mas o intuito é sempre frustrado. Não acredito que minhas crenças políticas e pessoais possam ser úteis a formação dos garotos e garotas que estão, como diria o Reverendo Otto Stockhausen - outro personagem do romance! - sob a minha tutela. Acredito que a única semelhança entre Bolívar Bueno e eu seja o desejo de lecionar e o prazer de ver que os frutos são colhidos mesmo com o passar dos anos e que minha passagem na vida dessas crianças não foi em vão. Portanto, compartilho com vocês techos de algumas mensagens - colocar todas as que recebi nos últimos tempos faria o Gabriel, meu aluninho neste ano, publicar no Twitter dele que eu não tenhoauto-estima elevada” – rsrsrsrs! – as quais me foram deixadas nestes dias por ex-alunos dos anos 80, hoje todos próximos ou já na faixa dos 40 anos.

     

    1. Sim eu ainda gosto de teatro(...)Visitei seu blog e li diversos artigos e pude perceber que você continua o mesmo: polêmico, militante, culto e inteligente. Já coloquei nos favoritos ... gosto muito dos seus textos. (Anelise – 1985)

     

    2. (...)Entre os meus amigos eu tenho o Dom Bosco(...). E foi feita uma enquete para saber qual professor te marcou mais. Adivinhe qual foi a minha resposta? Você e o Zé Portes. Que coincidência. Os formandos de 1988 estão organizando um encontro(...).

     

    3. Olá Miguel, bom tem encontrar aqui também. Bons tempos, que os guardo com muito carinho.

    Posso te afirmar que ao longo de toda a minha formação, não encontrei nenhum profissional com tanta altivez, com um ideal e uma paixão em ensinar. (Guilherme)

     

    4. "Oi Professor !!!

    (...) Fui aluna do Dom Bosco, onde me formei em 1983, faz pouquinho tempo né? hahahah

    Vou te confessar uma coisa. Vc não pode imaginar o quanto lembro das suas aulas. Por causa delas ajudei e ajudo muito meu filho que está com 17 anos.

    Obrigada Professor (...). (Cristina)

     

    5. Oi Miguel não mudou nada hein... lembro-me bem das aulas de história grega...lembro até da cor das capas das apostilas...das aulas de teatro(...) (Adriana -1990)

     

    E para concluir, a mensagem de uma ex-aluninha de 2010, enviada para mim durante o carnaval:

     

    Miguel,

     

    Me surpreendi comigo mesma a uns minutos atrás. Meus pais estavam lendo jornal ao meu lado e minha mãe comentou em uma reportagem que enumerava o PIB, em ordem crescente, dos presidentes do Brasil.

     Ela falou algo como "Jânio Quadros?! Quem foi esse sujeito?". Me peguei enumerado as características dele; seu hábito de falar certo, a política dos bilhetinhos... Ela falou mais alguns nomes, como o de Dutra, Café Filho e outros, e continuei disparando as definições do meu ex-caderno de história. Eu não dei nem tempo para o meu pai (aspirante a professor de história, haha) responder.

     Eu percebi esse ano que, desde 2010, eu passei a realmente gostar de história. Acho que eu nunca tive uma oportunidade de agradecer por isso, mas enfim... Obrigada!

                                         Beijos e abraços,

                                                                Bia

     

     

    Portanto, meus queridos, além de agradecer pela lembrança que vocês têm deste velho – nem tanto assim, né? – professor, afirmo-lhes que minha única semelhança com Bolívar Bueno seria a frase repetida por ele a exaustão: Fui professor ontem, sou professor hoje e serei professor amanhã!

     

    Beijos e abraços



    Escrito por MIGUEL às 20h35
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    CHEGA! A PARTIR DE AGORA, ASSISTAM NO TEATRO...

    Após escrever esse Causo sobre Antonio, alunos vieram me indagar, não sobre ele, – o que é uma pena! – mas sobre Hospí(cio)tal.

    ¬ Você que não gosta de Pânico na TV, você que não curte Stand Up, você que não acha muita graça nos atuais jovens comediantes, como pôde escrever um besteirol?

    Heresia! Hereje! Heresia! Hereje...

    Achei que iria queimar no fogo do inferno de tanto que buzinavam em meu ouvido criticas e gozações... Bem, claro que não adiantaria falar sobre Artaud, Arrabal, Beckett, Ionesco  – ou o raio que o parta! –  com eles. Talvez se falasse sobre Maria, Adriana, Diana e outras criaturas sem vida que circulam por nossa TV aberta, entenderiam a minha linguagem jupteriana. Mas Artaud? Quem é? Foi eliminado do BBB DEZ MIL DUZENTOS E DOIS?

    Tentei argumentar... Tentei demonstrar-lhes que já falara sobre isso em postagem anterior (ler, O HOSPÍ(CIO)TAL E A PALAVRA ESCRITA E FALADA: HÁ DIFERENÇA ENTRE ELES?), mas nada os demovia da crítica e do escárnio:

    ¬ No fundo, você gosta desses programas e não quer dar o braço a torcer.

    ¬ Pior: quando era jovem, acho que devia gostar, agora que ficou velho...

    Se há algo que admiro na juventude de hoje é a sua capacidade de ser mais cruel, com objetividade e sem meias-palavras, do que o gato do Gargamel do desenho dos Smurfs...

    Fiquei, então, matutando sobre o assunto por toda à tarde: o que realmente me levou a escrever esse texto? Fora somente a questão do esvaziamento das palavras?

    De repente, voltei, como por mágica, ao ano de 1978! Vi-me transitando confortavelmente entre o meio universitário e o meio teatral, em uma alucinada explosão de criatividade ao final da ditadura Geisel! Pude ouvir, ainda, os rumores, ao pé-de-ouvido, de que o AI 5 seria extinto...!

    Senti, outra vez, a euforia de estar vivendo o anseio idealista de liberdade em todos os setores! Principalmente o da expressão - Pai, afaste de mim esse cálice, como diria Chico Buarque na caixa de som do aparelho estereofônico próximo a mim!...  Novamente pude experimentar o cansaço e abatimento, por causa de peças anteriores, de ser chamado a Policia Federal. Deveria dar outra vez certas explicações sobre meus textos a alguns censores, que se faziam de tolos ou realmente o eram, por osmose do departamento em que atuavam...! Vi-me acompanhado de um advogado e de minha mãe, transpirando em desassossego a cada resposta que dava às perguntas dos federais! Revivi o velho horror do arrepio que percorria meu corpo nessas horas, quando eles desvirtuavam o que eu dizia. Outra vez estavam aqueles agentes tentando me fazer crer que, como jovem de boa e distinta família, fora contaminado por pessoas de péssima índole e por isso escrevia textos tão capciosos... Capciosos! É demais...!  

    Por mais que negasse que nenhum diretor teatral ou professor universitário me manipulasse, pude ouvi-los insistirem em dizer que eu mentia, que haviam feito uma lavagem cerebral em mim, pois os comunistas faziam isso mesmo com jovens aliciados para o movimento criminoso deles...

    E senti outra vez aquela sensação de impotência... Afinal, era inacreditável eu ter que ouvir essas bobagens sem ao menos poder rir! Pois, é... Se risse estaria em má situação e nem o coronel amigo de meu pai seria capaz de livrar-me dela...!

    E me vi sendo chamado outra e outra vez por eles! E era sempre a mesma ladainha...!

    ¬ São esses comunistas que corrompem nossos jovens de bem! Já está provado! Na URSS eles utilizam a prática de controle da mente e muitos agentes preparados por esses subversivos se infiltram entre nós...

    Pareceu-me, nessa situação surreal, que entrava num hospício e um bando de lunáticos tentava agora convencer-me de que eu era o que não era! Só faltavam me dizer que eu havia sido abduzido por Ets comunistas, pois, para tudo que eu afirmava ser ou não serHi, influência de Hamlet! –, eles tinham uma teoria... Tal qual o Professor W. de Estocolmo... Acordei desse meu transe meia-hora depois! Foi então que me veio o estalo:

    Desse absurdo artaudiano, não tenho mais dúvidas, nasceu Hospí(cio)tal!

    Na realidade posso afirmar, com certeza, que a louca Dra Jatobá e sua fiel assistente, simbolizavam aqueles censores, enquanto eu, personificava o pobre e indefeso Grivaldo Grisonaldo, quase convencido a acreditar que todos os impropérios que me diziam eram verdadeiros! Como meu personagem...

    Bem, meus alunos, – adoráveis psicólogos! –, sem querer, vocês fizeram com que eu resgatasse de meu inconsciente os motivos que me impulsionaram a escrever Hospí(cio)tal.

    Devido a isso, posso contra-atacar os argumentos de vocês! Recuperei minha auto-estima! Na realidade, – agora sei! –, escrevi um texto de humor político para criticar a época das trevas em que vivíamos no campo cultural e que, espertamente, passou ileso aos olhos da censura, quando da montagem do espetáculo. Por sinal, um texto que hoje me enche de orgulho por tê-lo escrito, visto que, atualmente, essa peça aproxima a minha linguagem, de 32 anos atrás, com a da garotada – que se diverte muito com ele! – e que, nas entrelinhas, – acredito! –, por si só, será eterno!

    Dou fé e que se registre isso!

     

    Beijos e abraços



    Escrito por MIGUEL às 02h34
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    UM JOGO NUNCA ESTÁ DEFINIDO: DEPENDE DE VOCÊ!

    Olá! Quanto tempo! Um mês sem postagens! Mas vocês devem convir que professor merece férias, principalmente do computador, esse instrumento com o qual agora somos obrigados a conviver e a trabalhar por, no mínimo, duzentos dias letivos...

    Reinício meus Casos, Causos e Acasos com uma história real para uma lição moral...

     

    Alunos novos, esses dias, têm me indagado sobre quem é o Professor Antonio W. de Estocolmo das Crônicas do Twitter. Em postagem anterior, falando sobre a questão da linguagem nos dias de hoje, eu já o havia apresentado aos meus leitores. Pois vamos às reapresentações: O professor W. de Estocolmo é um personagem fictício de minha peça  Hospí(cio)tal. Mas e o Antonio que precede? Bem, o Antonio foi uma brincadeira com um ex-aluno que, ao ler o texto teatral, gostou tanto do personagem a ponto de passar a assinar desta maneira todos os e-mails que me enviava. Dessa forma, resolvi, homenageando-o,  incluí-lo também em minhas Crônicas.... Sobre o Antonio de carne e osso, muitos casos, causos e acasos podem ser narrados aqui. A começar pelo fato de que o irmão dele também fora meu aluno em priscas eras. Mas com Antonio tive um contato maior! Além de aluno de História, ele foi também meu aluno de Teatro, por três anos. Em seu terceiro período de curso, dei-lhe a direção de um espetáculo – sempre faço isso com alguns alunos do terceirão! – o que causou uma celeuma entre os outros integrantes que participariam do espetáculo.

    ¬ Antonio vai dirigir?

    ¬ Como, se nem capaz de decorar os textos ele é?

    De fato, nas peças em que Antonio participou como ator, ele deixava seus companheiros de elenco sempre em pânico: só decorava mesmo o texto na hora da estréia! O curioso desse caso é que sempre que as cortinas se abriam para o público, ele dava uma guinada de 180 graus e se transformava visivelmente. Suas atuações eram habitualmente memoráveis...

    ¬ Vai se sair bem! – afirmei!

    Todavia, seu físico franzino e seu histórico anterior, não despertavam muita confiança... Essa peça sob seu comando exigia demais: figurinos, efeitos especiais, música e, para dificultar, texto infanto/juvenil!

    Durante os ensaios, o caos! Com a voz fraca e seu jeito comedido, Antonio não era capaz de se impor. O elenco tripudiava de suas orientações. Cada ator fazia suas marcas do jeito que bem entendia pouco ligando para as reprimendas a meia-voz que o rapaz insistia em fazer. E assim foi até a véspera de estréia... Nesse dia, ensaio geral! Ninguém acreditava que o espetáculo fosse sair a contento! Nem mesmo eu, enquanto supervisor. Mas sou da filosofia que um ator deve estar preparado para tudo: sucesso ou fracasso. Só assim, há crescimento. Pensei: deixe-os quebrarem a cabeça. Aprenderão com os erros...

    Mal imaginei que, como sempre, Antonio viraria o jogo no último tempo! No ensaio geral, chegou muito diferente do usual. Estava visivelmente alterado e a refinada educação passava longe dele. Como sempre, os atores subiram para o palco fazendo o que bem entendiam. Neste momento, um novo Antonio emergiu do caos! Aos gritos e impropérios – coisa inimaginável em figura tão franzina e doce! – ele colocou a casa em ordem. Alguns atores tentaram ainda ignorar suas orientações. Mas Antonio foi inflexível e os descontentes tiveram que se submeter diante de sua firmeza nas ações e de seus gritos amedrontadores. Assim, como sempre, de última hora, o nosso Antonio W. de Estocolmo, como aquele meu personagem de teatro de absurdo, conseguiu colocar a peça no palco e a apresentação, fora um problema ou outro, foi um sucesso!

     

    Que lição retiro de minha convivência com o Antonio? Simples: devemos sempre estar cientes de que as pessoas podem virar qualquer jogo, para o bem ou para o mal, até no último segundo de suas vidas. Graças a Deus, Antonio sempre virou o jogo para o bem!

     

    Beijos e abraços!

     



    Escrito por MIGUEL às 19h37
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    CRÔNICAS DO TWITTER 10 - PARTE 1

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Gabriela...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

    Chorão A CRÍTICA DO TWEETER.

     

    Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (HOLDEN CAUFIELD FEELINGS)

     

    Atores convidados: Gabriela e Twiteer.

     

     

    ¬ Minha situação no tumblr é cômica. Eu já fiz uns 70 posts e só 6 followers viram. FOREVER ALONE! - Diante de um espelho de mão, Gabriela se auto-censurava! Prometera a si mesma que sairia do Twiteer. Afinal, seus seguidores pareciam incapazes de compreendê-la em toda a sua essência...

    ¬ Tenho mil ideias de tweets, mas não consigo colocar em palavras! Frustrante. Ainda vão falar que "é estilo". Fazer o que né?

    Reclamou de alguns posts das amigas e da inutilidade deles:

    ¬ A pessoa acha que nós só temos ela na timeline, que lemos e gravamos todos os tweets dela, pra depois quando ela dizer "voltei de LÁ", nós entendermos. Nossa. Isso ficou muito confuso...

    Audaz e crítica, postou isso, mas se arrependeu:

    ¬ Vamos ignorar a pergunta completamente confusa. Notem: Pra falar bem ou mal das pessoas, você precisa conversar. Então, qual é a relevância?

    Caiu em desânimo e perdeu-se em sua imagem no espelho...

    Foi quando, olhando para o reflexo de si mesma em outro espelho, Gaby teve um estalo mágico:

    ¬ Lua, você acaba de ser explodida por mim em micro partículas. Mentalmente...

    E sem pensar duas vezes, adotou uma prática constante nos dias que seguiram:

    ¬ Mania de clicar em todos os links do "me adiciona" pra ver se a pessoa é bonita mesmo ou é só na foto do twitter hahaha.

    Já, com o primeiro link, ficou encantada:

    ¬ Uma moça aqui não sabendo a diferença entre ipad e ipod, he he he...

    E quase desmaiou com o segundo:

    ¬ O moço que me deu a senha do wi-fi daqui tem um ipadddddd. É tão lindo...

    E comentou consigo, satisfeita:

    ¬ Eu sou 1337 pt2 muito bom, hahaha... .Abençoado seja o moço que me deu a senha...! Obaaa!

    Nesse momento, faço um aparte, sabe-se lá porque cargas d’água, -  talvez influenciada pela incoerência de texto da novela Passione! - Gaby olhou para a grande quantidade de fotografias esparramadas em sua cama:

    ¬ Uma foto de um monte de coisa em cima de uma cama = boa fotografia!

    Porém, ao ver a foto de seu professor de História - um autêntico defensor do ANTITUITISMO! -, voltou à perceber a importância do micro-blog em sua pacata vidinha:

    ¬ Uma foto de um monte de coisa em cima de uma cama = você tem problemas!

    Audaz, não pretendendo cair no marasmo do antituiutismo, buscou consolo nas mensagens novas que recebeu nesse ínterim...

    Então, confusa, se revoltou outra vez:

    ¬ "10 novos tweets" eu penso: CARACA DEVE SER ALGO MUITO LEGAL E... horóscopo.

    Num lamento profundo, explodiu:

    ¬ Entro no twitter > tô sem inspiração > começa a ficar tarde > ainda sem inspiração > vem a madrugada > epifania > muito tarde, ninguém tá aqui. EU VIVO PRA ESSE TWITTER E ELE SÓ VALE ISSO? Tenho que repensar os últimos anos da minha vida...

    Deletou todas as dez mensagens do twiteer de uma vez... Estava agora com um humor do cão:

    ¬ Prefiro não tuitar do que escrever "eh", "naum" e afins! Hahah...

    Repentinamente, uma dúvida cruel martelou seu cérebro insistentemente:

     

    (CONTINUA)



    Escrito por MIGUEL às 05h29
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    CRÔNICAS DO TWITTER 10 - PARTE 2

    ¬ Queria saber "pra onde os patos vão quando o lago congela"...

    Essa anfibologia, essencial para dar prosseguimento a sua própria vida, fez com que Gaby tomasse uma decisão no calor da paixão: iria deixar o Twitter e a Internet de vez! Pálida e macambúzia, postou:

    ¬ Alguém mais tá morrendo de vontade de saber sobre quem será a próxima crônica do Miguel? – e completou: ¬ E esse último tweet mudou a vida de vocês, hein?

    Assim, despediu-se...

    Com o twitter já tido como carta fora do baralho e munida de espírito crítico e audaz, Gabriela passou dez minutos pensando em quantas coisas mais importantes tinha em sua vida:

    ¬ Aluguei Kick-Ass hoje, entrou pra minha lista de melhores filmes do universo hahah tô com peninha de devolver pra locadora.

    Contudo, - espírito nevrálgico voraz tinha essa menina! – logo mudou de ideia:

    ¬ Já pensaram que se vocês perdessem a memória hoje, o twitter seria extremamente útil?

    Não se fez de rogada. Retomou e postou algo bem cáustico:

    ¬ Hora igual: realmente, tem alguém pensando em você. Provavelmente eu, bolando uma forma bem criativa de te fazer sofrer bjsss.

    ¬ É nesses momentos que você percebe que você é muito covarde. Holden Caufield feelings...  - Caiu em si.

    Tomada pela coragem, tuitou mais para si mesma do que para os outros:

    ¬ Alguém mais tem raiva daqueles perfis de frases pra meninas? O pior é que sempre terá uma desesperada de coração partido pra dar RT neles...

    Melancólica, postou outra vez:

    ¬ Gente eu não tô de mau humor não. Agora, na verdade, estou felizona comendo meu hambúrguer.

    Amargurada consigo mesmo, abatida por si própria, enxovalhada, deitou-se em sua cama, prostrada em meio às fotos. Fechou os olhos e cochilou um pouco... Acordou sobressaltada!

    ¬ Um eclipse maldito, o encanto se perdeu. [...] Na madrugada, fria madrugada! A lua me traiu! Acreditei que era pra valer.

    Sorriu! Voltou para a tela do computador. Releu o último post.  Gostou do que postou. O Twiteer pareceu-lhe simpático... Repensou os últimos acontecimentos seriamente, dizendo para si mesma, diante do espelho:

    ¬ Dei uma dormidinha depois da janta. Minha motivação pra levantar foi: TWITTER. Tem alguma coisa melhor do que ficar no quarto de pijama, como o ar ligado, ouvindo musica e no twitter? Não, não tem.

    Assim, desistiu de abandonar o hábito de tuitar, após essa grande e produtiva reflexão crítica:

    ¬ Senão vou ter que voltar pro salão e ouvir conversas interessantissimas sobre as netinhas das velhinhas daqui...

     

    Pano rápido!

     

    No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será...   NÃO HAVERÁ!

     

    FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA.

     

    ATÉ O PRÓXIMO ANO, PESSOAL... FELIZ 2011!

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Acho que vou fazer as CRÔNICAS DO TWITEER só com Gabrielas... O que acham? Nunca tive tantas alunas Gabrielas como neste ano...

     

     



    Escrito por MIGUEL às 05h27
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    Este não é meu: é da CLARICE!

    Como já disse uma vez: meu Blog tem um objetivo! O objetivo de despertar vocações, de trazer aos meus alunos e ex-alunos, nosso contato para além dos muros da sala de aula e das distâncias impostas pela vida.  E é com prazer que publico mais um texto - e maravilhosamente bem escrito para uma menina de pouca idade! - redigido por uma ex-aluna minha: a Clarice! Espero que reflitam sobre o que ela nos diz. Há muita verdade aqui!

     

     

    Mídia

    Para Miguel Abrahão, o melhor professor de história!

     

    Mídia: uma palavra aparentemente inocente. Todas as palavras carregam certa inocência antes de ser atribuído um significado. Mas qual é o verdadeiro perigo que reside sob essa máscara?

     

    Somos todos influenciados por essa tal mídia. Está em qualquer lugar a qualquer hora. Na sua casa, na sua escola, no seu trabalho, no mercado, no seu carro quando você liga o rádio... O fato é que ela tem te perseguido desde seus primeiros dias de vida e continuará no seu encalço até seu último suspiro, muitas vezes sendo a causa dele.

     

    A mídia cria mitos, farsas. Faz você acreditar em algo que vá contra seus princípios, ela sabe exatamente o que fazer para obter resultado ao manipular cada um de nós. Isso que ela é: manipuladora. Nos faz acreditar; nos deixa felizes; nos deixa tristes, angustiados; cria uma ilusão que, de tão repetitiva, o tempo torna verdade. Sempre prega que somos diferentes e devemos aceitar tais diferenças, mas de alguma forma encontra uma semelhança que é fundamental para atingir cada indivíduo singular.

     

    A maior mentira que somos forçados a aceitar é a idéia de concorrência entre diferentes veículos. Tudo não passa de uma grande e única rede. Nos apresentam diferentes pontos de vistas que são complementares de uma forma sutil e que resultarão numa situação prevista pela 'mídia', por aqueles que controlam a sociedade atual.

     

    A população em geral tem ficado cada vez mais alienada. Seria isso consequência da falta de leitura? Da queda na qualidade dos filmes e até mesmo dos livros lidos por uma menor parcela da sociedade? Da negligência para com as raízes culturais de onde vivemos? É tudo isso e muito mais.

     

    A partir do momento que deixamos de observar pequenos detalhes, somos influenciados por mensagens subliminares em propagandas e afins. Imagine-se lendo um livro, ou assistindo um filme, de suspense: cada informação é necessária para descobrir o assassino. As pistas estão ali, cabe a você encontrá-las. O mesmo se aplica a mídia: as mensagens estão ali, seu cérebro as processa, mas será que você realmente entendeu o propósito? Querendo ou não, é neste exato momento que você é influenciado.

     

    Um dos maiores problemas - senão o maior - que tem sido gerado pela mídia é a globalização. É importante ressaltar que para tal fenômeno acontecer, a alienação da sociedade é indispensável. Com a globalização, aspectos culturais diversos de diferentes povos são esquecidos e deixados para trás. Costumes, dialetos e ritos são extintos conforme as gerações passam. Os filmes e séries, principalmente americanos, pregam uma forma de vida que deve ser seguida por jovens do mundo todo para ser aceito em um grupo. Ao segui-lo, o jovem abandona suas raízes e costumes para agir da forma que o filme lhe ensinou, assim como seus semelhantes mundo afora.

     

    Essa atitude dos jovens é muito criticada pelos mais velhos, mas será que eles se lembram de como eram influenciados na sua própria época? Será que eles se lembram de quantas vezes mudaram seus hábitos para não serem rotulados como 'ridículos'? Será que eles não se lembram daquele tênis que todos tinham? Daquele carrinho, daquela boneca... Os objetos mudam, mas a intenção é a mesma: globalizar.

     

    É isso que queremos para o nosso futuro? Devemos continuar nos submetendo a essa atitude ditatorial da mídia? Por mais que alguns entendam a situação em que nos encontramos, a grande maioria da população ainda não tem discernimento para perceber que estamos vivendo em uma ditadura mundial. Os intelectuais sempre serão os ridículos.

     

    Gostei muito, Clarice e obrigado pela dedicatória.

     

    Hoje os beijos e abraços vão só para você...



    Escrito por MIGUEL às 06h13
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    CRÔNICAS DO TWITTER 9

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Gabriela...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

     Piscadela A PRIMA DO ANO DO TWEETER.

     

     Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (LED ZEPPELIN)

     

    Atores convidados: Gabriela e parentes de Sorocaba.

     

    ¬ Enquanto meus primos faziam bagunça, eu (a esperta) e meu tio fomos assistir Frenesi de Hitchcock. Natal é isso aí! Primos pequenos, tias corujas, papai orgulhoso e avó sendo avó...

    Assim, a Gabriela postou em seu Twitter...

    Mas, no fundo, ela estava achando toda aquela reunião familiar mais do que agradável:

    ¬ Minha terceira reunião em família hoje, haja estômago!

    E, desinteressadamente, observou o tio enquanto ele colocava o DVD no aparelho:

    ¬ AHHHH MEU TIO DISSE QUE ME DÁ OS DVDS MUSICAIS QUE ELE TEM QUANDO EU QUISER!! SÓ PEDIR...

    E ele tinha muitos:

    ¬ Ele tem vários do PINK FLOYD, LED ZEPPELIN, THE DOORS, JETHRO TULL (!!!!!!!!!!!!!), DIRE STRAITS e muito mais.

    No meio do filme, ela quase arriscou a fazer o pedido:

    ¬ Tô com vergonha. He. Acho que vou pedir para ele me dar no meu aniversario...

    Ela bem que o merecia. Fora tão solícita com a priminha a tarde toda...:

    ¬ Bem, só nessa tarde fui: princesa, filha, cavalinho e manequim. Obrigada prima por se superar a cada dia...

    E tudo o que ela queria ter feito naquela tarde resumia-se a um bom filme musical:

    ¬ Minha avó tem muuuuuitos filmes. Acho que vou assistir um musical: GIGI!

    Mais a prima não lhe deu um minuto de descanso sequer:

    ¬ Ela me maquiando foi o melhor. Fiquei parecendo um integrante do Kiss!

    Foi quando, numa atitude sensata, imaginou o que poderia fazer para construir um futuro melhor para sua cândida priminha:

    ¬ Achei a profissão perfeita pra minha prima: HAMSTER! Ai ela pode ficar o dia todo naquela Roda e nunca se cansar!!

    O que Gabriela não faria pelos primos?

    ¬ Amo meus pais, tios e crianças fofas!!! Primos pequenos CHATOS e irritantes, só pra deixar bem claro.

    E neste Natal, ela tinha sido a própria mamãe-noel:

    ¬ Ahh meus primos amaam meus presentes, ieeeeei!!!

    Esses acertos até renderam um comentário da titia durante a ceia:

    ¬ Como você cresceu! – disse-lhe a parenta.

    ¬ Melhor do que ter encolhido né? – respondeu nossa Gaby afetuosamente.

    E afetuosidade era um sentimento que não lhe faltava. Fosse à situação que fosse:

    ¬ Minha família gigante e barulhenta de Sorocaba, faz uma mesa enorme só de doces. O mais legal é que acaba em 3 min... O pior é que eu morro de saudades da minha família o ano todo. Aí eu venho para cá, nunca tem nada para fazer e minhas tias não me visitam.

    O filme rolava, mas Gaby continuava, em lágrimas, a pensar no quanto as primas de Sorocaba gostavam dela:

    ¬ Tudo bem. Aí ano que vem eu passo com a família do papai e elas vêm dizer que EU não ligo pra elas. Que pessoas engraçadas não?há há há!

    E no quanto ela mesma gostava dos parentes paulistas:

    ¬ Odeio os paulistas, odeio o sotaque estranho, odeio quando eles falam "bolacha", odeio o jeito que eles se acham superiores, odeio O Da Hora!!!

    As parentas pequenas eram muito cordiais com ela, até na escolha dos presentes:

    ¬ Ano passado me deram um DVD da SAGA CREPUSCULO (!!). Custava ter comprado um livro? Estou cansada, parem de me enforcar mentalmente.

    E assim, tão cheia de amor e desejos construtivos, rememorou as brincadeiras do dia:

    ¬ E a magia do coelhinho da Páscoa, e da fadinha dos dentes e dos duendes, fadas e ninfas?  – chorou de emoção para, em seguida, protestar: ¬ Paulinha, se eu sou problemática a culpa é sua.Um salve especial para Paulinha que estragou a magia do Natal, quando eu tinha seis anos.

    Por causa deste trauma, Gabriela prometera a si mesma que jamais estragaria qualquer fantasia que as priminhas menores nutriam e, estando numa cidade próxima de Sorocaba um dia atrás, pensou no que poderia fazer para alegrar as pequeninas que, no ano passado, sumiram com o seu bicho-verde, talvez numa espécie de bichocídio coletivo:

    ¬ Estou em Itu agora. Onde tudo é grande, vou me prevenir e comprar uma faca bemm grande. Preciso me preparar da melhor forma possível...

    E, ainda assistindo Hitchcock imaginou, feliz, a próxima brincadeira – inocente e altruísta! - para o dia seguinte enquanto observava as priminhas dormirem o sono dos justos:

    ¬ O churrasco amanhã será especial: criança na BRASA. Mauahahaha. Mas prometo que farei musicas boas para crianças com ajuda dos meus amiguinhos/namorado. Músicos...

     

    Pano rápido!

     

    No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   A CRÍTICA DO TWEETER 

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     

     

     

     



    Escrito por MIGUEL às 06h21
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    CRÔNICAS DO TWITTER 8 - Parte 1

     Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Vitória...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

     Brincalhão A ERUDITA DO TWEETER.

     

     Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (Just The Way You Are!)

     

    Atores convidados: Vitória e expedições arqueológicas. Participação Especial de sua cara metade!

     

    Posteridade! Era essa a sua meta, naquela segunda década do século XXI... Sentia que tinha a obrigação de deixar seus ideais, pensamentos e análises filosóficas para que as futuras gerações pudessem desfrutar de um mundo melhor! Questionar, questionar sempre: tudo e todos! Era uma missão!

    Vitória foi uma incompreendida, claro! Sofreu o horror que muitos homens e mulheres suportaram ao tentaram esclarecer e iluminar seus iguais. Foi vitimada, hostilizada, perseguida, quase banida por seus pares, incapazes que eram de reconhecer o gigantismo de sua doutrina: o VITORISMO!

    Milhares de anos depois, EU, seu biógrafo oficial, sintetizo através de rápidos tópicos em meu Blog, os preceitos de Vitória d.C - os valores, a ética, a moral e os sistemas sócio/políticos/econômicos! - tornando-os acessíveis à população em geral, dos mais humildes aos mais doutos...!   

     

    PRINCIPAIS PRECEITOS DO VITORISMO:

     

    a) Sobre Relações Humanas:

    ¬ Porque tem pessoas que fazem tanta questão de falar mal das pessoas? Para se sentir superior?? (Nota do autor: acredito que, pelo fato de Vitória ser uma mulher a frente do seu tempo, ela previu as Crônicas do Twitter e dirigiu esta crítica/aviso/análise filosófica, diretamente para este autor que vos escreve)

    ¬ Vou dormir morrendo de rir de certas pessoas! Ahahahha...

    ¬ E tão bom ver algumas pessoas invejosas... coitadas !

     

     b) Sobre a Miséria no Mundo:

    ¬ Só porque eu estou morrendo de fome, não tem brigadeiro hoje no Britannia.

    ¬ Comer, comer... delicia!

    ¬ Biscoito polvilho, Gabriele? Isso nem alimenta!

     

    c) Sobre Amizade:

    ¬ Que ***###$$$! Ela não atende! Vamos em busca da Manu, então! Haha!  

     

    d) Sobre Educação:

    ¬ Afinal, o que as pessoas que passaram direto estão fazendo na aula? Hahaha! Se mata... (Nota da redação: Genial!)

     

    e) Sobre Guerra:

    ¬ Você só desistiu porque você sabe que depois de tudo você não me merece...

    ¬ Às vezes fico pensando se você ainda pensa em mim...

    ¬ Quero amar, quero amar, quero amar, quero amar, quero amar...

    ¬ Eu trocaria a eternidade pela aquela noite...

    ¬ Acabei de ver em um filme, muito bom! Ele perguntou: você quer ela? Ama mesmo ela? Então ela sempre esta certa...

     

    f) Sobre a Sociedade Hedonista:

    ¬ Dá para me ver na foto do fundo do Twitter?

    ¬ Rindo litros vendo as fotos da festa da (*****).  Boooa Vitória! Eu consegui ficar horrível em todas as fotos da festa da festa da (****)!

     

    (CONTINUA)

     



    Escrito por MIGUEL às 04h48
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    CRÔNICAS DO TWITTER 8 - Parte 2

    g) Sobre a importância das Relações Familiares:

    ¬ Que bom que eu fiquei para recuperação. Caso contrário, ficaria em casa fazendo favores para a madame (mamãe)!

    ¬ Parabéeens mamãe, quando você tira para ser chata, você ganha

    ¬ VAI ROLAR PÃO DE AÇÚCAR COM A FAMILY...

     

    h) Sobre a importância da Cultura:

    ¬ NAO ACREDITOOOOOOO! VALE A PENA VER DE NOVO - O CLONO !! Melhor novela!

    ¬ Sério, PORQUE AINDA PASSA CASSETA E PLANETA??

    ¬ Vou sair! Cheguei ao teatro: apresentação de ballet! Sucesso!

    ¬ Sou apaixonada pelo filme que esta passando na globo, O Diabo Veste Prada ! Maravilhoso e uma lição de vida né?

     

    i) Sobre a importância da Tecnologia:

    ¬ Esse MSN novo que tem no laptop da minha mãe é uma ***%%#####!

    ¬ Abandonei meu Twitter ... Agora só Face ! Gostava quando eu era viciada nisso! Haha...

     

    j) Sobre a importância da Responsabilidade:

     

    ¬ É ótimo meu primo aqui. Mami libera sair com ele para a noite... hahaha!

    ¬ Dormi a tarde toda, mesmo com esse sol intenso!

    ¬ Regra nova aqui de casa: só posso ir à praia depois das três!!

     

    k) Sobre o valor de um compromisso assumido:

    ¬ Aaaaaa! Vou perder a minha academia se eu não chegar a casa em 10 minutos.

    ¬ Às cinco e meia, tenho unha marcada...

    ¬ Acho que vou fazer a minha unha... beijinhoos!

    ¬ O bom é que eu tenho que estudar, mas a minha vontade e zero.

     

    l) Sobre a Honestidade dos políticos:

    ¬ Alguém tem uma identidade de maior para emprestar?

     

    m) Sobre a Saúde e Saneamento Básico:

    ¬ Sério, no faço a menor ideia de como eu vou me mover hoje. Meu pé tem uma bolha gigante embaixo dele!

    ¬ Em um dia como hoje, tomar banho para se refrescar e inútil. Você já sai do banho com calor!

    ¬ É bom acordar cedo, parece que o dia rende!!

    (FONTE: Biblioteca do Congresso Norte-Americano)

     

    Seria inadmissível de minha parte, como bom biógrafo, concluir esta síntese sem postar alguns pensamentos de sua cara metade que, mostrando-se incansável na dedicação para com ela, a influenciou de maneira inconteste e inenarrável:

     ¬ Não acredito que só eu no ensino médio todo vou ter que acordar às 6h amanhã pra fazer uma prova escrota de sociologia

    ¬ Hoje tem festinha de 15 com a girlfriend... É como voltar no tempo! Ahaha!

    ¬ Nem sei mexer nisso direito. Só criei por pressões da girlfriend!

    ¬ Não to nem um pouco a fim de ir a uma social na barra... Fazer o que? Tem que agradar a patroa.

    Pano rápido!

     

     No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   A PRIMA DO ANO DO TWEETER 

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     

    NOTA DE RODAPÉ:

    Vitória, falando muito sério agora, considero você uma das alunas mais interessadas e questionadoras deste ano.  Pela sua competência, conhecimento e participação inequívoca, foi um grande prazer dar aulas para você. Beijão especial neste Natal.

     

     

     

     



    Escrito por MIGUEL às 04h03
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    CRÔNICAS DO TWITTER 7

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Yasmin...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

     Beijo A FOFINHA DO TWEETER.

     

     Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (I Wanna Hold Your Hand - Glee Version)

     

    Atores convidados: Yasmin e sua irmã fofinha. Participação Especial de Papai!

     

    ¬ AHH, que fofo! Tô com sono, tenho que acordar cedaaaaaaaço amanhã para voltar pro Rio de Janeiro. Bjssss .

    Assim, de maneira fofa, a nossa fofa protagonista de hoje, desligou o telefone fofamente. Não que verdadeiramente estivesse com sono, mas não queria ferir os sentimentos de seu interlocutor fofo...

    ¬ Sabe quando você sente que tem que fazer uma coisa, que isso vai magoar muito você e outra pessoa importante, mas simplesmente não consegue?? É, tô assim! – disse para si mesma. ¬ Afinal, alguém viu o eclipse ontem???

    Foi nesse momento que o fofo papai de ambas entrou no quarto:

    ¬ Yasmin, eu e sua mãe queríamos sair hoje. Você fica com a sua irmã?

    ¬ Mas pai eu queria ir no shops...

    ¬ Vai amanhã!

    ¬ Mas o pessoal não vai amanhã!

    ¬ Ahh, filha... Então eu não sei...!

    Depois de muito relutar, nossa fofa Yasmin concordou, não sem pedir uma fofa recompensa:

    ¬ Pai, quero um All Star novo!

     ¬ Pô, Yasmin mais um??

    ¬ Não pai, eu quero um preto de cano médio. Não tenho esse!

    ¬ E os outros 10 que você tem?

    Negociaram, negociaram e acertaram um fofo cachê. Esperem! Não tirem conclusões precipitadas! Não pensem que nossa fofa protagonista era uma fofa interesseira, não! Ela apenas aceitou o All Star, porque ficara com dó da pequena irmã de quatro anos. Afinal, o papai, naquele dia, fizera uma maldade com a pobrezinha:

    ¬ Cara, meu pai deixou minha irmã tirar a foto pro passaporte com a boca toda lambuzada de batom!! Só matando né?

    Mal papai saiu, Yasmin encarou  a fofinha de quatro anos que assistia a um filme infantil, fofo e inocente – Sangue no Sarcófago da Múmia - em alto volume:

    ¬ Querida irmã, dá prá você dormi logo, &&****?! Eu quero jogar xbox!

    Mesmo irritada, nossa Yasmin conseguia ser fofinha: “Querida irmã...”.

    ¬ Brinca comigo, tata? – pediu a fofirmã, não desgrudando os olhos de uma cena inocente e ingenuamente fofa: o momento em que a múmia do filme arrancava a cabeça de um e dilacerava o pescoço de outro...

    ¬ Ah, quero ver Enrolados!!! – retrucou Yasmin, ao mesmo tempo em que tentava tirar o controle da TV das mãos da pequenina.

    Contudo, aconteceu o inesperado! A fofirmãnzinha reagiu e, com força, impediu o intento de nossa fofa Yasmin. E mais! Instigada pelo filme infantil e familiar que assistia, a garotinha ainda tentou enfiar um objeto no bocal de uma das tomadas do ambiente...

    Tensão total agora!

    Ufa! Nossa fofa protagonista e heroína, como uma fofa e protetora irmã, impediu-a na hora H...

    A pequena sister, agradecida, reagiu!

    ¬ ###**%$%###! Minha irmã muito **$$##%#$! Me arranhou toda só porque eu não deixei ela enfiar uma chave na tomada!

    Mesmo com os braços ensaguentados - já parecendo com os membros da múmia do filme, sem as faixas! - Yasmin teve um pensamento fofo para com a pequerrucha que, a esta altura, cantarolava inocentemente:

    ¬ Caraca minha irmã tá cantando "meteoro"! Vou matar ela!

    Olhou para a criancinha com uma expressão fofa de raiva. Foi então que viu, algo inédito:

    ¬ Pô, tá de sacanagem! Minha irmã sabe fazer flexão e eu não... Qual é a criança normal de quatro anos que sabe fazer flexão???? Meu deus!

    Isso apenas fez crescer nela um fofo sentimento: Fofinvejaaaa! Resolveu – que fofa, essa protagonista de hoje! -, sacanear a sister fofa. Aceitou brincar com ela...

    Quinze minutos depois, Yasmin ria a se fartar com a brincadeirinha fofa:

    ¬ Tô fazendo a minha irmã de cachorro: jogo uma bolinha e ela tá indo pegar. Lelé... Cara muita farra aqui...

    Todavia, seu coração fofo logo amoleceu diante da fofa maldade:

    ¬ Minha cabeça vai explodir, meu coração vai explodir! Eu me odeio...

    ¬  Não quer mais brincar, tata? Então vou brincar sozinha! – a irmãzinha bateu o pé.

    Não passaram nem cinco minutos:

    ¬ Caraca! Minha irmã é muito retardada, meu Deus. A garota colocou SABÃO no OLHO. Nem eu fazia isso com quatro anos...

    E, fofa como era, Yasmin deixou qualquer rancor de lado e foi auxiliar a irmãzinha desesperada...

    Assim, num ato de irmã dedicada, passou a mão no sabão de coco e - Que fofa! – esfregou-o fofamente nos olhinhos já vermelhos da pequerrucha.

    ¬ Alguém quer me adotar????? Porque aqui em casa, o povo me ama que é uma beleza...

    Não é uma fofa nossa Yasmin?

     

    Pano rápido!

     

     No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   A ERUDITA DO TWEETER 

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     

     



    Escrito por MIGUEL às 01h00
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    QUE TEXTO!

    Não! Agora é sério, pessoal. O Luiz me surpreende a cada dia. Esse meu aluno, apesar de seus poucos anos, é um escritor nato. Seus questionamentos no Twitter sobre o que é ser adolescente são de uma verdade impressionante e tocam a alma da gente. Ler este seu texto que posto abaixo (Desculpe Luiz! Deveria ter pedido sua licença para publicá-lo, mas ele é tão lírico e espontâneo que merece ser divulgado!) me fez retornar uns 35 anos no tempo.

    Luiz, quando eu crescer, quero escrever como você!

    Sinto apenas não divulgar aqui seu sobrenome. É uma imposição que fiz a mim mesmo: falar sobre alunos e ex-alunos sem expô-los. Mas o seu texto, rapaz, merece registro para que todos aqueles que foram meus alunos nesses  31 anos enquanto professor, possam saborear o quanto você escreve bem.

     

    DEPRESSÃO

    A garganta seca. As lágrimas escorrendo. Uma angústia profunda que se mistura a um sentimento de inconformismo e decepção. Tudo isso tem motivo? Muitas vezes sim. Na adolescência, é comum não o ter. Às vezes, os motivos permanecem ocultos por um tempo e se manifestam através de pequenas decepções, que só serviram de acúmulo, o que faz parecer a reação da pessoa desproporcional. Outras vezes, somos desproporcionais mesmo. Ou melhor, desproporcionais não, somos proporcionais, mas não à expectativa dos outros, mas ao nosso sentimento. Algo banal no consenso pode não o ser para nós. Podemos dar uma importância grande demais a coisas que não a merecem, ou merecem, porque internamente nos fazem bem. Não criemos expectativas, porque agora ou posteriormente resultarão em uma decepção. Nenhuma pessoa é perfeita nem imutável. Elas sempre nos decepcionarão, mesmo que involuntariamente. Devemos sempre superar tudo isso e viver nossa vida. Lamentar não adianta. Não podemos mudar os fatos, nem descobrir a verdade, quando não a presenciamos. Somos obrigados a acreditar na perspectiva criada por aqueles que a presenciaram. Muitas vezes, ela está errada e morremos sem saber. Outras vezes, sabemos da verdade e nos recusamos a acreditar, ou ficamos eternamente em dúvida. Tudo isso faz parte da vida. A tão complicada vida, onde tudo tem suas vertentes no nosso imaginário, confuso e embaçado.

     

    LUIZ , em 21 de dezembro de 2010

     

    É isso aí, Luiz! E que vocês sigam o exemplo dele...

     

    Beijos e abraços

     

    OBS.: Leiam mais textos do Luiz acessando o link - TEXTOS DA ABORRESCÊNCIA -  que indico em meu Blog!



    Escrito por MIGUEL às 02h18
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    A MECÂNICA DA LARANJA EM MINHA VIDA!

    Laranja Mecânica! Anthony Burguess, direção de Stanley Kubrick... Lembro-me bem da primeira vez em que vi o filme. Achei muita graça quando as famosas bolinhas, utilizadas pelos censores a fim de esconder a nudez dos atores, saltitaram da tela em nossos rostos... (Nota do autor: A censura no Brasil, em alguns momentos, era perversa, mas hilária...)

    A película era o “probidão” da época e todo jovem, se pretendia manter a imagem de contestador, deveria obrigatoriamente vê-la. Qualquer adolescente daria até o último dente do siso para assisti-lo. E isso foi um grande feito de minha geração! Eu não era diferente! Fui vê-lo em 1978 e fiquei pasmo. Como todos... Entendi na mesma hora os motivos do Estado ditatorial impedir-nos de assisti-lo durante anos. Ele era um filme que denunciava duas coisas que abominávamos: o totalitarismo e a violência e brutalidade do governo. Depois da projeção, naturalmente, quis ler o livro. Deveria ser ao contrário, não é? Se bem que, nos dias de hoje, as pessoas vêem o filme, mas não lêem o livro. Triste!

    A obra, curta para os padrões editoriais da época, por meses, tornou-se o meu livro de cabeceira. Encantei-me com a linguagem Nadsat e, tal qual meu aluninho Luiz, só falava neste idioma com meus amigos. Seguramente, eles acreditavam que eu havia pirado, né?

    Foi tão forte a influência do romance que, prestes a me casar e necessitando de salário extra, me inscrevi em um teste para locutor numa rádio de São Paulo. Imaginem, crianças... Eu, locutor de rádio! Mas, Miguel...  em que essa história de locutor de rádio se relaciona com o livro?

    Paciência! Chego lá...

    Decidido, fui confiante para uma entrevista antes do teste. De cara, a dona da rádio gostou de mim. Era ator, autor engatinhando e já conhecido nos meios teatrais e isso, de certa forma, inspirou nela uma grande confiança nesse drugui que vos escreve.  Talvez por essas razões, a despojada mulher pediu-me que gravasse um áudio de 15 minutos. Feito isso, deixou-me no estúdio a vontade, sem ninguém para me acompanhar... Mal ela saiu, abri a mochila e peguei o livro. Achei que seria o máximo para um locutor lê-lo (?). Assim gravei, gravei e gravei. Duas horas depois, já havia lido em voz alta - e representado ao mesmo tempo! - os diálogos de mais da metade do romance.

    Finalmente, a dona da rádio regressou:

    ¬ E então?

    ¬ Está gravado, disse eu!

    ¬ Texto jornalístico, suponho...

    ¬ Muito, muito jornalístico, afirmei convicto.

    ¬ Daremos uma resposta ainda nesta semana.

    Até hoje aguardo a resposta...

     

    Pano rápido!

     

    Beijos e abraços

     



    Escrito por MIGUEL às 02h02
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    CRÔNICAS DO TWITTER 6 - PARTE 1

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Daniel...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

     Cansado  O ANALISTA DO TWEETER.

     

     Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (DVD do Pulse)

     

    Atores convidados: Daniel, seu jardim, celular e agregados.

     

    ¬ Pô, passei a noite no tédio ontem... De dia teve praia, mas depois... resto todo tocando guitarra e morgando no PC, na cama, no sofá, twitter... – Um sentimento nauseabundo apoderou-se de seu espírito. Tentou colocar as ideias no lugar:

    ¬ Dei uma pausa aqui! Resolvi tomar vergonha na cara e começar a estudar... tô só passando umas músicas pro meu cel, e voltarei aos estudos...

    E assim, Daniel tomou a única atitude sensata que poderia ter naquele momento difícil de sua décima quinta jornada em solo terráqueo...

    Contudo, mal botou a cara nos livros, sentiu que não ia dar pé:

    ¬ Cara, eu adoro a casa do meu pai, mas ficar aqui muito tempo é assinar minha sentença de morte, porque do lado da minha cama tem tanta poeira.

    Deixou os livros e cadernos empoeirando e saiu, então, para os jardins! Caminhou, saltitante, livre, até um momento em que botou as mãos no bolso...! Um papel! Encontrou um papel todo amassado... Retirou-o e abriu. Leu e releu e lembrou-se de algo que havia esquecido...

    ¬ Fiz uma parada que eu não faço a muiiiito tempo: escrevi depoimento de aniversario. Espero que essa #$***%@ leia e goste, se não vou ficar tristinho!

    Sacou o Blackberry e rapidamente entrou no próprio Twiteer postando linha por linha do que escrevera só para... para ela! A única “ela”... Em seguida, não resistiu! Leu as últimas mensagens deixadas e xeretou os mini-blogs dos amigos...

    ¬ Não entendo essas indiretas do twitter! Não sei quando são pra mim... mas acho que dessa vez é... – Daniel procurou analisar friamente a situação...

    ¬ Tem coisas que eu vejo no twitter, que eu interpreto como se fosse pra mim.  Ai, fico mo feliz... hahaha!

    De repente, caiu em si novamente e racionalizou:

    ¬ Hoje eu tenho que: - comprar o livro de redação, estudar artes, ver se começo geografia. Existem muitas coisas muito importantes, mas poucas realmente essenciais... Não tenho nada pra fazer hoje... Seria uma boa eu estudar pra português, matemática, química. Quais são os símbolos químicos que tem que gravar?

    Decidido a tomar jeito e aprender finalmente, passou a mão no celular e colocou o fone de ouvido:

    ¬ CÁSSIA Eller é O CARA, QUASE QUE LITERALMENTE...

     

    (CONTINUA ABAIXO)

     



    Escrito por MIGUEL às 02h00
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    CRÔNICAS DO TWITTER 6 - PARTE 2

    Por um momento, titubeou. O remorso tomou conta dele de maneira funesta. Mas, fazendo uma auto-análise, concluiu:

    ¬ Tô cansado! Passei o dia todo cuidando do meu pai! Agora eu tenho que ler o livro que eu não sei como que eu vou conseguir, porque ele tá em Ipanema.

    Dois minutos depois, seu papai o chamou. Como bom filho, atendeu ao chamado e paterno e retornou para o jardim.

    ¬ Agora foi *&###**%... Meu pai me chamou, por que o controle remoto caiu do lado machucado dele e ele não tava conseguindo pegar. Tô ficando morto...

    Indubitavelmente, meditou sobre sua necessidade de estudos. Adotou, então, a atitude de homem que ele mesmo esperava dele! Pegou o skate e saiu para a rua! Minutos depois retornou, todo arranhado...

    ¬ Acabei de tomar o susto mais bizarro do mundo agora! Meu deus que medo! Eu caí no meio da rua, ai meu skate foi pra um lado, e eu caído no meio da rua, e ele só rindo... mas o skate fico bem! Ah, e eu também tô bem.

    Voltou a confabular consigo mesmo:

    ¬ Eu não tô bem não! Tô muito estranho hoje... – E, para extravasar sentimentos, Danielzinho gritou: ¬ Bichos saiam dos lixos! Baratas, me deixem ver suas patas! Pulgas, me deixe ver suas rugas! Ratos, entrem nos sapatos, dos cidadãos civilizados.

    Ainda gritando, como Narciso, viu seu reflexo na piscina:

    ¬ Meu olho roxo tá lindo. Ele tá meio fechado! Eu nunca mais brinco de pique esconde... hahaha!

    Mas isso não era tão importante em sua vida... Como ele mesmo diz:

    ¬ Coisas mais importantes: My Blue Girl, bateria, musica, minha mãe e meus irmãos e poucos amigos... se tivesse tudo aqui comigo,não saia mais de casa.

    Amigos... Ah, os amigos! Lembrou-se então do Tadeu e de suas brincadeiras quando crianças. Chapeuzinho Vermelho era a favorita da dupla...

    ¬ Pela estrada a fora eu vou com tadeuzinho, entregar o doce para a vovozinha. – cantarolou.

    De repente, sentiu uma ardência no estômago:

    ¬ Estou com overdose de Coca-cola, três dias que não tomo nada, além disso. – e teve um devaneio: ¬ A vida é bela como... vela! ABRA SUA MENTE E VIVA!!

    Analisando assim sua atual situação, resolveu esquecer os estudos e viver...

    ¬ “Não existe ingrediente secreto, é só você! Se você acredita que uma coisa é incrível, ela se torna..." Uhuuuu! Que lição linda... (Nota do autor: Mensagem extraída de uma obra-prima da literatura universal, obrigatória em Oxford e na Sourbonne: O Segredo!)

    E tanto acreditou em sua máxima, que, minutos depois, encontrou nos jardins da Babilônia um bilhete endereçado a ele. Leu-o sem demora para, em seguida, comentar consigo mesmo, contemplativo:

    ¬ Que lindos! Meus irmãos vão me dar uma bateria de aniversario. Espero que hoje mesmo...

    Daniel regozijou de imensa felicidade! Ficou tão feliz com o bilhete materializado por sua mente brilhante, que tornou a pôr o fone de ouvido e voltou a curtir suas músicas celestiais. E assim ficou, sabe-se lá por quanto tempo:

    ¬ Estou ouvindo Atom Heart Mother - Pink Floyd há 15 minutos e não tinha nem reparado. Muito boa a musica, ainda tem 5 min...

    Mas, um tempo depois...

    ¬ Nirvana tá me destruindo agora, eu to moído e tem musicas que me deixam, sei lá, estranho... mas eu não vou parar não...amo! Haha.

    De repente, caiu em si novamente:

    ¬ Não estudo há muito tempo... Isso não pode ser bom!

    Assim, consciente de suas atitudes, pegou sua guitarra e se pôs a tocar durante horas:

    ¬ As cordas da minha guitarra tão parecendo guitarra (?) (Nota do autor: Por acaso, você não quis dizer SERRA?)! Eu tô com o dedo todo cortado já...

    Naquele instante, sentiu-se exaurido fisicamente. E, extenuado mentalmente após tanta análise pessoal, tomou a sábia decisão que permanecerá nos anais da história de Daniel, o analista:

    ¬ Já cumpri meus deveres como bom filho, como bom namorado, como bom amigo! Agora é hora de ir dormir porque hoje o dia foi tenso...

     

    Pano rápido!

     

     No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   A FOFINHA DO TWEETER 

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     



    Escrito por MIGUEL às 01h59
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    CRÔNICAS DO TWITTER 5

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Gabriela...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

      Muito triste A CARENTE DO TWEETER.

     

     Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (Boys like girls + U2)

     

    Atores convidados: Gabriela e figurantes da formatura.

     

     Ela foi a primeira a chegar ao clube naquela noite. Noite de gala... Noite de sua formatura! Ocupou a melhor mesa! Acreditava, pobrezinha, que o lugar atrairia as pessoas até ela... Afinal, passara à tarde sozinha! Mais ela tentara, bem que tentara um contato com alguém... Chegou mesmo a ligar para várias amigas a fim de ir ao cabeleireiro com elas. Mas, não obteve resposta! Ignoraram-na solenemente...

    ¬ Adoro quando eu expresso meus claros interesses em me arrumar com as minhas amigas e elas instantaneamente esquecem que eu existo!

    Esteve tão deprimida que chegou a pensar em desistir de ir ao momento-mor de sua vida:

    ¬ Menino, três e 20 da tarde e eu de pijamas... Como? Quando? Onde? Por quê? – questionou-se. ¬ + pros trendings do Twitter ao invés de sair às ruas e dar a cara à tapa.

    Contudo, mesmo que pretendesse o ato insano de não ir à formatura, o destino conspirava contra ela:

    ¬ Minha mãe não só tá me obrigando a ir nessa missa de formatura como convidou minha família inteira... Metade da igreja já vai encher.

    No fundo, pelo menos, ela bem o sabia que a mãe fizera o melhor. Se as amigas a esquecessem na missa, pelo menos titios e titias se lembrariam dela...

    Agora, naquele salão do elegante clube, Gabriela fazia cara de paisagem, sentada na melhor mesa,  enquanto aguardava por companhias amistosas:

    ¬ Mãnã mãnã tchutchutchururu mãnã mãnã tchutchurutchu mãnã mãnã tchutchutchururutchururutchurururururutchutchurutchu ...

    Passa uma, passam duas, passam três amigas e... Nada! Nenhuma se sentou à mesa dela. Nem a Conser...

    ¬ Conser batendo o pé no chão e chamando todo mundo de feio, chato, bobo, cara de ameba gelatinosa (DESINTERREI RULES) – avaliou, dando de ombros, numa atitude -  nada sutil, por sinal! - de despeito!

    De repente, outra amiga! Esta, por sua vez,  pareceu-lhe vir em direção de sua mesa tão bem localizada. Mas... passou direto para desencanto de Gaby.

    ¬ Que bom que a sereia já sabe que a festinha vai ser na casa dela. – disse para si mesma com arrogância.

    Assim, o tempo foi passando e nada de alguém falar ou  dirigir um sorriso sequer para ela. Sentiu, então, necessidade da família ali presente. Mas, durante a sessão solene, Gabriela  dispensara todos os parentes e agregados, solenemente:

    ¬ Legal, briguei com meu pai e minha mãe e não tenho ingresso pro U2... Só me resta a guilhotina! – pensou com amargura.

    Estava assim, acabrunhada, quando um garçom se dirigiu a ela. Mas foi apenas para dar um recado de seu pai. Ele não viria buscá-la! Que voltasse de táxi...

    ¬ &#$%@&**! MEU PAI É RIDÍCULO! PARECE UMA CRIANÇA DE DOIS ANOS QUE ÓDIO! NAO TENHO PACIENCIA PRA ELE NÃO!

    Revirando os olhinhos de um lado para o outro, notou a presença de seu professor de História, que conversava animado com algumas de suas amigas. Mais uma vez sentiu-se esquecida:

    ¬ Poxa, acho que o Miguel nunca viu meu twitter. Só a Biblioteca do congresso norte-americano sabe que eu existo.   – sentiu grande pena de si mesma...

    Duas lágrimas escorreram de seu rostinho juvenil:

    ¬ Eu só choro por quem já sorriu pra mim!  Legal que em duas das crônicas do Miguel, ele cita tweets de indiretas pra mim... Quanto amor!

    Naquela noite, assim, amargurada, Gaby acabou sendo grosseira com o único jovenzinho que dela se aproximou:

    ¬ O que te leva a crer que pôr fotos de meninas anônimas bêbadas em festas em tumblrs vão chamar a atenção dos outros?

    Claro que o garoto se afastou e ela pareceu não se importar...

    Cinco minutos depois, caiu na real:

    ¬ E eu consegui ser grossa com a pessoa mais linda desse mundo todo. Mereço o inferno. Por isso que eu nunca vou casar... It's hard to forget, and, yes, I regret all these mistakes.

    Procurou buscar no fundo de sua alma carente os motivos que a levaram a ser tão dura com o garoto! Nunca havia se dado conta do por que  desprezá-lo tanto!  Regrediu até os dois anos de idade e rememorou seu primeiro encontro com ele...

    ¬ Hoje eu parei pra refletir porque pessoas submetem o próprio filho de dois anos a dançar pruma platéia com roupa de papai Noel ao som de Xuxa.

    Esgotada com o esforço sobrehumano, resolveu não pensar mais:

    ¬ Meu cérebro legitimamente e orgulhosamente louro não tá conseguindo acompanhar!!

    E já que não tinha nada para fazer, nem ninguém com quem pudesse jogar conversa fora, resolveu twittar de seu Blackberry:

    ¬ Vou xingar muito: ( ) no twitter (X) no "reclame aqui" do site da #ticketsforfun.

    Passou, de maneira mecânica e desesperada, a postar uma mensagem atrás da outra:

    ¬ Me ofereceram um frango grelhado aqui que, por ser a primeira comida de verdade que eu vejo no dia, devorei sem nem sentir o gosto! "Nós temos um pacto de vida, que não foi bem uma escolha nossa, foi mais uma obra do destino. Obrigada, destino." Estou pronta, U2, estou pronta, U2, estou pronta, U2... (agora bota isso na voz do Bob Esponja)

    Mas logo perdeu o afã pelos posts. Assim, amargurada, olhou para todos em sua volta. Divertiam-se tanto e ela ali, sozinha, na melhor mesa...

    ¬ Eu quero um abraço!! Qualquer serve: Jack, Sawyer, Boonie, Desmond, Charlie, Locke, Jacob, Hugo, Ben, Sayid, Daniel, Jin, Richard, Aaron... – implorou mentalmente.

    Sentiu-se em uma ilha isolada e chorou outra vez...

    Olhou para todos! Implorou mentalmente pela companhia de alguém...

    Nada! Forças obscuras, inexoravelmente, afastavam dela todos os presentes. Vencida, desistiu!  Levantou-se, então, de sua mesa/fortaleza e encarou um a um dos presentes com um ar blasé:

    ¬ Pessoas escrotas deveriam morder a própria língua e morrerem envenenadas. É...! – disse em voz alta e bom tom.

    Imediatamente as atenções se voltaram para ela. Gaby revirou os olhinhos, sorriu, pegou sua bolsinha Disney e saiu do salão sem se despedir de ninguém.

    ¬ Mesmo com todos os problemas da minha vida, eu agradeço por ela porque eu sei que poderia ser bem pior. Eu, por exemplo, podia ser fã da Demi Lovato...

    Pano rápido!

     

     No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   O ANALISTA DO TWEETER 

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     

    PARABÉNS A TODOS PELA FORMATURA HOJE! QUE VENÇAM SEMPRE NA VIDA...



    Escrito por MIGUEL às 04h56
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    CRÔNICAS DO TWITTER 4

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Tadeu...

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

    Abismado O XAPACRAZY DO TWEETER.

     

     Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (Led Zeppelin - Celebration Day)

     

    Atores convidados: Tadeu e... Tadeu!

     

    Tadeu despertou! Despertar é modo de dizer, no caso dele! Na realidade, ele desabrochou para aquele novo dia...

    ¬ Carambolas nada mermo pra fazer? – ruminou para si mesmo, enfastiado.

    Arrastou-se até o banheiro, escovou os dentes e sorriu diante do espelho. Repentinamente, seus olhos se arregalaram! Em sua face, uma enorme espinha se destacou brilhante como a aurora. Aperta daqui, aperta dali... Tadeu tentou livrar-se da incômoda lesão, mas... desistiu!

    ¬ O apelido da minha espinha do queixo vai ser Alfred. – disse, conformado.

    Em seguida, raspou sem dificuldades os três fios da futura barba e, com mãos de fada, esfregou uma loção perfumada sobre o rosto.

    ¬ Hmmm, tô cheirosinho! Amo meus momentos de sedução!

    O quê? Sedução? O Tadeu? Rsrsrsrsrs...

    ¬ Que *%##&%*! Eu não sou sedutivo? 

    Pareceu-me, por um momento, que Tadeu podia ouvir os comentários que eu escrevia... Bobagem, pensei! Imaginação minha! Relaxei e continue comentando: Pobre Tadeu! Perguntar se é sedutivo? Esse garoto fugiu das aulas de gramática, com certeza... rsrsrsrs. Ele não é nenhum evento, nem um método para ser sedutivo! Ou é?

    ¬ Sedutivo existe, *%##&%*! – Novamente pareceu-me que ele adivinhou as observações deste escriba. Que coisa sobrenatural...

    Bem, prossigamos!

    Era óbvio e ululante para todos: Tadeu se amava! Aliás, Tadeu se casará um dia - eu prevejo! - com Tadeu mesmo...!

    ¬ Mal ai! Mas aquela ultima foi mais significante que essa...

    O quê? Extraordinário...

    ¬ Assumio minha posiçauim de lindo...

    Tadeu, então, chegou com o rosto bem próximo do espelho:

    ¬ Essa cara representa o sentido da minha vida até agora! – retrucou olhando-se bem nos olhos. ¬ Tô mermo beu acho que eu achei meu verdadeiro amor, rs! Se você ficasse bem mais perto - aqui do meu ladooooooooo! - seria então eu e você e tudo aquilo que gostamos. Seria bem melhor viverrrrr...

    Retornou para o quarto, colocou um bermudão largado e conjeturou:

    ¬ Hoje, eu só durmo amanhã, lalalalalala! Ficarei sozinho, mas não solitário!

    Minutos depois, depressão!

    ¬ Eu topo até ficar dentro de casa desde que teja uma companhia. Porque ficar lonely é chato...!

    Olhou, então, pela janela:

    ¬ O tempo tá ruim? Por mim dá pra ir pra praia fácil! Meu irmão foi...

    Pensou mais um pouco. Assim, matutou um milésimo de segundo, antes de tomar a grande decisão do dia...:

    ¬ Ah cara! Namoral, que eu vou pra praia com esse tempo mermo! Aeeeeeeeee... Acordeiiiii! Slalalalal – cantarolou. ¬ Vamos pra praia! Bjbjbj...

    Vai mesmo sair com esse tempo?

    ¬ Gente, sair é tão fácil... É só abrir a porta de casa e começa a diversão, pô!

    Tadeu armou-se com seu I-Pod e, cinco minutos depois, ganhou as ruas...

    ¬ For those about to rock, we salute you. Daqui à uma hora encontrarei o Zylba e sairemos pela estrada a fora. – disse para si mesmo.

    Zylba? Que Zylba? E a Babi, Tadeu?

    ¬ Às vezes eu me sinto meio fazendo papel de amiga da Babi. – disse em tom de lamúria, parecendo não me ouvir mais. ¬ Mas dane-se! E nós vamos, que vamooooooos.

    Mas e a Babiiiiiii, Tadeuuuuuuu? Tornei a perguntar...

    ¬ Babyyy since ive been loving you im about to lose my worried mindd.

    Annnnn?

    ¬ É legal ver alguém que se acha esperto que não fala nada e não da opinião e ainda diz que os outros falam bobagem... – disse, zombeteiro.

    Mais respeito, Tadeu! Isso é apenas uma crônica...

    ¬ Se tu me tratas bem, recebe o mesmo em dobro. Se me trata mal, recebe o mesmo em triplo...

    Hi, quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece em sonhos...

    ¬ O pouco tempo que eu apareço nos sonhos dos outros, já é muito! Sou private! Não sou pra sonho de qualquer um não...

    Melhor é eu me calar...

    ¬ Pô, sem revolta. Mas aí! Grosseria tinha que ser desinventada.

    Não fui grosseiro em absoluto! Só perguntei sobre a Babi...

    ¬ Não vivo sem quatro coisas na minha vida: Babi, meu pai, minha guitarra e metálica. Desculpe aos fãs, mas não gosto de red hot, nem snow patrol, nem coldplay.  Ah, vou deixar meu cabelo ficar comprido...

    Nisso, eis que, do outro lado da calçada, David Brazil, usando uma sunga de crochê abóbora, materializou-se na frente de Tadeu...

    ¬ HAHAHAHAHAHAHAHA DIVO LINDO. – Tadeu gritou, histericamente. ¬ Hi, me soltei agorannnnnnnnnnn lindan porporina.

    Tadeu? Estou desconcertado. Você, hein...?

    ¬ Epa! Sou a favor do homossexualismo porcaria nenhumaaa...

     

    Pano rápido!

     

    No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   A CARENTE DO TWEETER 

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     

     



    Escrito por MIGUEL às 03h33
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    CRÔNICAS DO TWITTER 3

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Gabriela...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

    Bobo A RECLAMANTE DO TWEETER

     

    Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (Master of Puppets - Metallica)

     

    Atores convidados: Gabriela e Serviçal

     

    Sentada à mesa, Gabriela não parava de reclamar um minuto sequer:

    ¬ Tem dois pratos de comida em cima da mesa. Meu irmão gosta dos dois, eu só gosto de um. Ele come o que eu gosto! PÔ VICTOR, #***#%###! Acho que um apêndice humano consegue ser mais útil que o meu irmão. #***#%###, viu!

    ¬ Como você reclama, garota! – contestou a serviçal, pacientemente, ao seu lado.

    Gabriela nem ouvido deu. Entre uma garfada e outra, resolveu tweetar:

    ¬ Alô! Você que escreve #***#%### e depois apaga o tweet: #***#%###!

    ¬ Come ao invés de ficar nesse computador, menina! Tenho que tirar a mesa...

    ¬ Não entendo pessoas que trocam dois replies e de repente viram amigas de infância no twitter!

    ¬ Hi, tá falando grego, garota! Come logo que quero mais é me livrar da pilha de pratos e voltar pra minha casa...

    ¬ Tem pessoas que eu ainda não dei unfollow por pura preguiça mesmo! – ruminou consigo mesma. ¬ O problema básico na sociedade brasileira é falta de louça pra lavar!

    De repente, Gabriela assustou-se! O som do vizinho, mais alto do que de costume, irritou-a profundamente...

    ¬ Hi, pagodão dos bons! – sorriu a serviçal, já descendo e subindo os quadris...

    Num rompante, Gabriela correu até a janela. Inspirou todo o ar possível e gritou a plenos pulmões:

    ¬ PÔ vizinho filho #***#%###! Amanhã, recuperação! Matemática! Isso significa alguma coisa pra você? Abaixa esse som...

    ¬ Garota chata! – reclamou a serviçal. ¬ Além de embaçar o meu trabalho ainda quer me impedir de ouvir essa boa música do vizinho. Tudo porque não estudou e está de recuperação de matemática...

    ¬ Eu nem comecei a estudar matemática e eu tô começando a ficar assustada... Vou procurar os meus resumos da Claudia e seja o que deus quiser. – Gabriela nem deu atenção aos desejos da pobre representante da classe não emergente.

    Levantou-se da mesa, correu até o quarto e, em menos de um minuto, estava de volta à mesa. Chegou ao exato momento em que a serviçal ia retirar o prato:

    ¬ Eu ia sair agora, mas eu não tô em condições, minha cabeça tá pra explodir. – disse retomando as garfadas e triturando a comida que não gostava...

    ¬ Ô, menina... – exclamou a serviçal, visivelmente contrariada!

    ¬ Não vou xingar... Não vou xingar...  Não vou... Que #***#%###! – disse entre os dentes.

    ¬ Ô boca suja! Esses palavrões, ocê aprendeu naquele boteco, o Empório! Bem que eu disse a sua avó para dizer a sua mãe, para pedir ao seu pai que não deixasse mais ocê ir lá...

    ¬ Empório sempre é engraçado... Muito bom ver amigo que diz não beber se jogando na areia e quebrando a coluna do teu ex-namorado. - defendeu-se Gabriela.

    ¬ Arre, menina! Vê se termina de comer logo!

    ¬ CARACA, QUERO A KIBE AQUI! – Gabriela esperneou de raiva.

    ¬ Mas num tem kibe, não. ... Ô, menina chata! Ah, se eu fosse sua avó... - Pobre e confusa serviçal! Ela não entendeu que Kibe era o nome de uma amiga...

    "Ah, se você fosse a minha avó, eu..." - pensou Gabriela para, em seguida, externar:

    ¬ Neta mata vó com ajuda do namorado! – radicalizou. ¬ SÓ ME FALTA O NAMORADO POR QUE, OLHA!!!!!

    ¬ Para de dizer asneira, levanta daí e vá se arrumar com a sua matemática em outro canto... – a serviçal perdeu a paciência.

    ¬ I wanna know, have you ever seen vontade pra me arrumar?

    ¬ Hi, não vem me enrolar com o seu japonês, garota. Anda, que eu tenho muito que fazer na cozinha ainda. Parece que não liga pra mim... nem prá ninguém dessa casa!

    ¬ Cara, eu liguei pra algum de vocês? Sério? Que vergonha, namorall!! – retribuiu Gabriela cinicamente.

    ¬ Queria ver se morasse lá na comunidade que eu moro, se falaria isso pra alguém. Só se fosse através de denúncia anônima!

    ¬ Quero ver UMA pessoa que não se esconda atrás de anônimo pra falar. Tudo, #***#%###!! Tudo gente linda e com vida social. – arrematou Gabriela com ironia. ¬ Sexta eu tô expulsa de casa, falando nisso...

    ¬ Tu tá precisando é de um relacionamento sério, garota, para te pôr nos trilhos! – disse a serviçal já saindo. ¬ Pra mim chega!

    Relacionamento? Sozinha na sala, Gabriela pensou um pouco:

    ¬ Armadilhas comuns sobre relacionamentos a serem evitadas: 1. relacionamentos!  

    Pano rápido!

     

    No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   O  XAPACRAZY DO TWEETER.

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     

     



    Escrito por MIGUEL às 16h50
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    CRÔNICAS DO TWITTER 2 - parte 1

    Nesta coletânea de crônicas procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, as histórias que, infelizmente, foram reduzidas a pequenos tópicos com 140 caracteres de alguns twiteers postados por alunos e ex-alunos. Prá você, Mael...

     

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

     

     Língua de fora A LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS DO TWEETER.

     

    Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (The girl with kaleidoscope eyes)

     

    Atores convidados: Mael, estranha e motorista

      

    Saiu de casa em completo êxtase! Já quase atropelando um carro, tomou o primeiro táxi que viu... Estava eufórica e essa sensação se agravara por alguns instantes, devido a uma pequena crise de intermitentes soluços! Na cabeça rodopiavam mil e uma ideias... !

    ¬ Para onde? – indagou o motorista.

    ¬ Eu sou a única pessoa que quando tem soluço morre de medo que nunca passe! Que nem aqueles casos bizarros... – disse sem raciocinar o porquê de dizer aquilo.

    ¬ Para onde?

    A moça respondeu a pergunta e o motorista tomou a direção da Lagoa. O engraçado foi que ela, com seu olhar de caleidoscópio, nem reparou nele: jovem, barba por fazer, cara de homem mau. O tipo que diz sempre atraí-la... Mas aquele não era um dia para reparar em ninguém! Não nesse dia!

    ¬ Aeroporto Santo Dumont, moça. Chegamos!

    Ela não perdeu tempo! Passou a mão na pequena mochila com os poucos pertences – dois estojos de make-up, biscoitos, requeijão e duas lixas de unhas! - que carregava e, em minutos, fazia o check-in.

    ¬ Preciso fazer minhas unhas urgentemente! Cheiro de esmalte é definitivamente um dos melhores! – disse para si mesma, enquanto se dirigia para o embarque.

    Sentou-se ao lado de uma estranha, aguardando o chamado para ocupar seu assento na ponte aérea... Consultou um calendário pela enésima vez:

    ¬ É para ter certeza que não errei o dia... – sorriu! ¬ Só eu que sempre fico com aquela sensação de "será mesmo que eu tô de férias e não tenho, mas nada para estudar"? e fico consultando o calendário...

    ¬ Detesto férias! Nessa época, minha irmã fica em casa e só me aborrece! Ela tem inveja de mim. – retrucou a estranha com mau-humor. ¬ Tem irmã?

    ¬ Minha irmã me ama!- disse a garota, já mostrando os membros superiores. ¬ Em um braço, eu estou com a marca vermelha da mão dela e, no outro, com uma marca roxa da arcada dentária dela...

    ¬ Então, a sua irmã não é pior do que a minha. O chato nisso tudo é que ela e eu somos muito parecidas... As pessoas vivem nos confundindo!

    ¬ Hehehehe! Ser parecida também tem suas vantagens. – A garota sorriu ardilosa. ¬ Aaah, quero que a minha irmã faça logo 18 anos porque assim eu também faço 18 anos....

    ¬ Está indo pra São Paulo?

    ¬ Vamos nense!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ¬ Fazer? – perguntou-lhe a estranha.

    ¬ Odeio imbecilidades! Elas ofuscam minha beleza, ai que vida! – resmungou para si mesma.

    “Que garota arrogante”! – Meu leitor deve estar pensando consigo mesmo. Não! Ela não era nada arrogante. Apenas ela é e sempre foi... Mael! E está sempre disposta a dizer tudo que lhe vem à cabeça. Mael não pensa; ela exterioriza...

    ¬ São Paulo! Mal posso esperar por amanhã! Show do Paul vai ser tudo!

    ¬ Ah! Vai ver o show do Paul McCartney?

    Sim, Mael estava a caminho do revival de um dos únicos remanescentes dos Beatles...

    Viagem tranquila, noite de sono agitado, dia intranqüilo, noite do show...

    ¬ Show do Paul o melhor da vida, meu Deus! – pensava consigo mesma, enquanto aguardava o inicio do espetáculo num Morumbi lotado.

    Contudo, mal o inglês começou a cantar, ela pareceu entediar-se:

    ¬ Nossa que saudades que eu tava de escutar Jack Johnson... – desabafou Mael para a moça ao lado.

    ¬ Jack Johnson? Mas esse é o Paul McCartney! Se era Jack Johnson quem queria, porque não ficou no Rio de Janeiro mesmo e pediu que exibissem clips dele no Fantástico?

    Mael olhou para a criatura que ousara dirigir-se a ela de maneira ríspida e a corrigira despudoradamente. E... surpresa! Era ela outra vez! A estranha do aeroporto...!

    ¬ Hahaahh – Mael começou a rir sem parar. ¬ Essas músicas que nego pede no Fantástico são muito engraçadas!!! Hahahaahhahahhhahahahaaahhaha!

    Freneticamente, enfiou a mão na mochila e procurou por seu I-Pod. Decepção! Não estava com ele:

    ¬ Acho que meu I-Pod foi pro beleléu... morri junto. – disse, abatida.

    (CONTINUA ABAIXO)



    Escrito por MIGUEL às 03h12
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    CRÔNICAS DO TWITTER 2 - parte 2

    ¬ Você tá bem?  – A estranha, de fato, preocupou-se com a sanidade de Mael...

    ¬ Cara, é impressionante como tem certas coisas que realmente me atingem e me deixam MUITO chateada. Tô o dia inteiro me sentindo assim...

    ¬ Mas ontem você parecia tão bem. O que houve?

    ¬ Nossa passei um dos piores sustos da minha vida!  Fiquei balançando muito meu gato para ele acordar e ele não tava acordando e ai... Eu pensei o pior né! O safado só acordou quando eu e a minha mãe começamos a chorar! – E, sem mais, em pleno show, Mael gritou a plenos pulmões: ¬ Oliver, eu não vou mais te deixar dormir!

    Ato contínuo, retirou da mochila um pacote de biscoitos e ofereceu à estranha...

    ¬ Não, obrigada. – rejeitou a estranha.

    ¬ Eu sou MUITO feliz comendo requeijão! Biscoito com requeijão, ou melhor, requeijão com biscoito é a melhor coisa! Cara, requeijão é comida dos deuses... Só eu que sou extremadamente viciada nisso?Mael afirmou, enchendo a boca com mais e mais requeijão com biscoito...

    ¬ Já gostei de requeijão, mas engorda e é rico em gorduras trans.

    Mael fingiu não ouvir. Abanou-se e exclamou:

    ¬ O ar condicionado deveria entrar para uma das sete maravilhas do mundo moderno.

    ¬ Esse show é que deveria! Paul McCartney... – suspirou a estranha.

    ¬ Sabe qual foi a pérola do dia by meu avô: "O único dos Beatles que não morreu é aquele John McCartney, não é?" Hahaahh, ri de mais!!!!!!!

    De repente, Mael parou de degustar o seu requeijão com biscoito. Guardou tudo na mochila...:

    ¬ Preciso emagrecer MUITO, urgentemente... Cara, o mundo come e eu engordo... que praga isso!!  Vocês vão ver... Eu vou emagrecer MUITO nessas férias! Nunca estive tão decidida! Adeus gorduras e Oi super magreza! Quero meu corpinho magro de volta!!!!!!!!!!!!!!

    ¬ Quieta! O Paul tá cantando...

    ¬ Não sei de onde eu tirei essa tranquilidade que eu tô agora.  Só espero que ela continue e me favoreça! Tô com a macaca hoje!Mael continuava a atirar para todos os lados.

    Parecia que engolira o próprio I-Pod...

    ¬ Cara, você não para de falar um minuto. – A estranha perdia a paciência. ¬ Nem parece a pessoa que estava tão interessada no show do Paul...

    Por dois minutos, Mael permaneceu calada. Foi o seu record...

    ¬ Quieta que é a última música! – exigiu a estranha.

    ¬ Achei a loja dos meus sonhos! OMFG!!!!!! – gritou a garota com olhos de caleidoscópio, assim que viu o nome de um dos patrocinadores... ¬ Caraca cara, tô muito ansiosa! Porque preciso ganhar muito dinheiro para suprir o meu alto desejo consumista de agora...

    No palco, McCartney cantou a música derradeira e, em seguida, agradeceu a plateia.

    ¬ Aaah acabou!!! Ao som de Lucy in the sky with diamonds... amei!! – vibrou Mael.

    ¬ O quê? Lucy in the sky? Ele nem cantou essa música.

    ¬ Mas você é uma chata!Mael, que viera ao show apenas por essa música, reagiu com raiva. ¬ Que saco, quero que meus sonhos e todas as coisas boas que eu mentalizo virem realidade!

    ¬ Mas não se tornam! Não seria correto ou justo...

    ¬ Nem tudo o que é justo, é correto! E vice e versa... Quero voooltar pro show!! #paulfeelings total agora!

    ¬ Além disso, Lucy in the sky faz parte do repertório do Elton John! McCartney dificilmente canta essa música. – finalizou a estranha com irritação.

    Mael, então, olhou para o palco. Seus olhos de caleidoscópio arregalaram-se! Concentrou-se em McCartney, que já saia. Esboçou um principio de vaia, contudo, os aplausos a fizeram recuar. Olhou para a estranha com ares de sabe tudo e se manifestou:

    ¬ Meu deus, a gente é obrigada a ver cada coisa... Pô, depois dessa eu tiro o meu chapéu pro grupo do impostor!!!!!!

    Pano rápido!

     

    No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   A RECLAMANTE DO TWEETER. 

     

    Beijos e abraços

    FELIZ ANIVERSÁRIO, MAEL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     

     



    Escrito por MIGUEL às 03h11
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    CRÔNICAS DO TWITTER 1

    Começo, hoje, a publicar uma série de pequenas crônicas onde procuro recontar, para melhor compreensão por parte de meu leitor, a história que, infelizmente, foi reduzida a pequenos tópicos com 140 caracteres, de alguns twitters postados por alunos e ex-alunos. Pela coerência e consistência dos relatos do Luis, foi ele o primeiro a quem escolhi.  Prá você, Luiz... 

    * Nota do autor:  algumas palavras postadas foram trocadas a fim de mantermos a moral e os bons costumes neste Blog!

     

    REDE TWEETER DE TELEVISÃO, orgulhosamente apresenta:

      

    Bem humorado O Incompreendido do Tweeter

     

    Inspirado livremente em conversas com o Professor Antonio W. de Estocolmo (Bôlche molodói nadsat! - OBS:  Frase escrita em Nadsat...).

    Atores convidados: Luiz e vovó

     

    Luiz levantara macambúzio naquela manhã de verão. Trazia, em seu semblante, o estigma da revolta e da incompreensão reservada a ele por seus pares...! Por todos os cantos da casa - sistematicamente! - resmungava, maldizendo o vazio existencial que tomara conta de sua jovem alma:

    ¬ Pô, sério! Eu ainda deixo meu pai falando sozinho! Só fala comigo quando é pra reclamar...

    E praguejou tanto que até a vovó, mesmo concentrada nas lições básicas de informática que Luiz lhe ministrara dias antes, não pode deixar de ouvir:

    ¬ Claro! Entendo! Pode descansar um pouco, Luiz! Tá precisando... Se vovó necessitar, ela te chama...!

    ¬ Mas é sério, vó! Queria ver se meu pai tivesse um filho repetente, drogado, que só fizesse (Censurado...)... Eu faço tudo certinho e ele só reclama! Não valoriza...

    ¬ Claro que valorizo! – retrucou a vovó. ¬ Por isso sei que preciso apenas dar um control+alt+del e destravo este PC...

    ¬ Oficialmente, nunca mais convido ninguém pra minha casa. Ninguém! – Luiz gritou com certa fúria.

    ¬ Mas não preciso de convite, Luiz! Eu sou de casa... Você parece que bebe, menino! – murmurou a vovó, ainda acionando algumas teclas.

    ¬ Se eu te convidar pra vir aqui pra casa, NÃO ACEITA NEM (Censurado...)! NA BOA! Ouvir meu pai reclamando não é nem um pouco legal.

    ¬ Ah, mais quem é que não reclama? – Vovó ainda se atrapalhava com o alt... ¬ Confesse para você mesmo com sinceridade! Quem é que nunca xingou um PC na vida? Essa parafernália de teclas e fios e botões e aperte daqui e aperte dali...

    ¬ E eu sou um (Censurado...) de um (Censurado...) que não tenho coragem de simplesmente sair daqui.

    ¬ Já disse que pode descansar, Luiz! Eu vou destravar esse PC sozinha. E não vai levar mais do que meia-hora...

    ¬ E meus amigos ainda acham que ele é simpáticozão, amigão! Pô, assim é (Censurado...)! - Luiz meneou a cabeça, amargurado. ¬  Assim, com os outros... e um monstro com a família!

    ¬ Eu também achava isso quando comecei a me conectar, Luiz! Mas logo percebi que eu posso domar esse monstro chamado PC. E quando obtiver sucesso, vou demonstrar que não será só os outros que o acharão simpáticozão. A família vai ganhar em informações...

    ¬ E porque, além de tudo, eu tenho que ser tão exagerado? Pô, qualquer coisa que acontece, me mata por dentro! Na boa...

    ¬ Sim, até poeira, se entrar, pode travar um computador. Isso eu aprendi com você! Netinho inteligente esse meu... - a boa senhora sorriu, satisfeita.

    ¬ Perdi a vontade de fazer qualquer coisa. Não sei nem o que eu tô fazendo aqui. Acabou com a (Censurado...) do meu dia. Mais uma vez, obrigado.

    ¬ Não, Luiz! Eu é que agradeço. Graças a você, sei onde fica o control e o alt...

    ¬ Na moral: era muito mais fácil me bater do que me tratar como animal. Aí, pelo menos, eu poderia chamar a polícia...

    ¬ Não há porque se preocupar com a polícia! Eu tirei todos os programas piratas do PC. Sou precavida... Ficou caro! Contudo, não há mais um programa piratão no disco rígido. Viu? Aprendi! Disco rígido... rsrsrsrsrsrs.

    ¬ De um lado, fica minha mãe aqui reclamando quando eu não chamo ninguém pra cá. Do outro, meu pai me proibindo de sair e xingando meus amigos...

    ¬ Você está superestimando os dois, Luiz! Eles não têm Facebook...

    ¬ Pô, sério! Vou ligar prá aquele programa "Troca de famílias" para o meu pai aprender a valorizar o que ele tem. Ingrato...

    ¬ Ah, não! Não troco mais o meu Facebook por programas da TV. Não são nada interativos. Já no PC posso rever meus amigos, falar com eles. O PC me dá mais vida social. TV era para a época em que eu ainda namorava o seu avô...

    ¬ (Censurado...), como eu deixo isso mexer comigo, (Censurado...)?

    ¬ Ah, mas hoje em dia, o computador entrou em nossas vidas para ficar. Mexe até comigo, na minha idade...

     ¬ Adolescência é uma droga. Pior fase da vida! A inocência se foi e a autonomia não chegou! (Nota do autor: Frase genial! Brilhante!)

    ¬ É, não cheguei lá mesmo! - vovó arrematou. ¬ Mas garanto que dentro de um mês, terei total autonomia com um PC...

    ¬ Se vem gente aqui em casa, tenho que ouvir horas de reclamação. Se passo um dia fora, a porcaria do celular não para de apitar e tocar...

     ¬ Ah, celular e computador não combinam!  Mas eu sou precavida:  desligo o meu! Quando estou no PC, não atendo ninguém.

    ¬ E... para que eu tô falando isso? - Luiz gesticulava, amargurado. Transmutara-se, inexoravelmente, num grande ator dramático do Pânico na TV... ¬ Algum de vocês liga? Vai mudar alguma coisa? Não, né? Tá bom... Tchau.

    ¬ Muda! Tecnologia sempre evolui. É um problema, mas tenho perseverança: eu acompanho...

    ¬ Um dia eu ainda morro com as minhas brincadeiras estilo jigsaw...

    ¬ Não, nada de jogos! PC, para mim, é rede social e pronto!

    ¬ Vou começar o jogo. Depois eu volto. Vou pensar em algo interessante e criativo desta vez.

    Luis estava para se retirar ainda macambúzio quando a risada e um grito da vovó chamaram-lhe a atenção:

    ¬ Consegui! Destravei! Voltei para a página em que estava. Venha, Luiz, venha ver...

    Luiz se aproximou...

    ¬ Viu o que chamo de perseverança? Destravei o computador e ainda criei minha própria enquête na Internet gratuitamente... rsrsrsrs

    Mesmo com os olhos embaçados pelas lágrimas da dor existencial, Luiz pode ler a pergunta que vovó postara com tanto entusiasmo:

    ¬ Cara, quem NUNCA me abandonou em momentos difíceis: ( ) meus amigos ou ( ) meus pais?

    Pano rápido!

     

    No próximo episódio,  (Advinhem quem...? rsrsrsrsrs) será   A LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS DO TWEETER.

     

    Beijos e abraços

     

    OBS: Estão vendo como vocês são importantes? Parei até de escrever meus livros para dedicar-me a essas crônicas...

     



    Escrito por MIGUEL às 02h31
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